
Manoel ficou prostrado com a surra
e precisa da ajuda
da mãe para sair da cama a maior parte do dia
Hoje faz três dias que o braçal Manoel Gomes de Oliveira, 22, residente em um pequeno casebre no bairro Mauri Sérgio, não consegue se levantar da cama em que se prostrou depois de ter sido algemado e surrado por uma guarnição da Polícia Militar em frente de casa, na presença dos outros três irmãos menores.
Para se mover ele conta com a ajuda da mãe, Sebastiana de Oliveira, 38. Aliás, se não fosse ela, com certeza ele ainda estaria jogado em uma das celas da 2a Unidade de Segurança Pública (Quinze), para onde foi levado quarta-feira, dia 1º, depois da sessão de espancamento.
“Ao saber o que tinha acontecido com meu filho vim correndo da colônia e fui direto para a porta da delegacia. Depois de muita insistência, os policiais deixaram eu falar com o delegado. Contei a ele que meu filho tinha problema mental e consegui convencê-lo a liberá-lo. Porém, meu filho já não conseguia mais andar e para sair da cela foi com ajuda de dois polícias”, conta a mulher, enquanto cuida dos ferimentos nas costas do filho.
O rapaz reclama de muita dores nas costas, principalmente na região da coluna, que pode ter sido prejudicada pela truculência policial. “A polícia amarrou as mãos dele para trás e começou a bater. Um dos policiais pulava para cima e pisava com o coturno no rosto dele, nos peitos e até nos testículos, enquanto outros o espancavam”, conta uma vizinha que presenciou a cena.
Outros moradores preferiram fechar a janela para não verem o que ocorria no meio da rua, às 13 horas. Mesmo assim, alguns deles ainda ouviram os gritos de socorros de Manoel. “Eu preferir não assistir à cena, mas não tive como evitar de ouvir os gritos dele implorando pelo amor de Deus que não o matassem”, relembra uma senhora que mora ao lado de Manoel.
Toda essa violência, segundo testemunhas, ocorreu porque Manoel Gomes, que é deficiente mental, teria ingerido bebida alcoólica e danificado o ônibus que faz a linha do bairro onde mora. Mas no boletim policial consta que ele estava armado de faca ameaçando as pessoas que passavam em frente de sua casa, e a polícia teve que usar os “meios moderados” para contê-lo.
O comando geral da Polícia Militar disse que vai identificar os PMs que atenderam a ocorrência e apurar se houve excesso. Se comprovado, os envolvidos serão punidos com base no regimento interno da corporação.
Assaltantes impedem o tráfego de
ônibus no Montanhês para cobrar pedágio
Dois homens armados de revólveres invadiram o ônibus da empresa Aquirí, às 20 horas de sexta-feira, no bairro Montanhês, renderam os passageiros, motorista e cobrador, roubaram 50 reais e ameaçaram metralhar qualquer um coletivo que entre no bairro depois das 19 horas.
Os bandidos estavam de caras limpa e foram categóricos ao afirmarem para o motorista e os passageiros que iram abrir fogo contra os ônibus que trafegarem no bairro à noite. Com um revólver apontado para a cabeça do motorista um dos assaltantes determinou que ele levasse o recado (ameaça) à direção da empresa.
A ousadia do bandido foi tamanha que ele chegou a diz em bom tom porque não quer os coletivos transportando pessoas no Montanhês à noite. “Antes destes ônibus começarem a circular dentro do bairro a gente ganhava bem mais com cobrança de pedágio, agora as pessoas estão pegando o ônibus e evitando a andar a pé nas ruas”, teria dito o assaltante.
Até outubro do ano passado o bairro Montanhês não tinha linha de ônibus, e as pessoas eram obrigadas a caminharem mais de dois quilômetros para pegarem o coletivo no bairro Tancredo Neves. Com a pavimentação da rua principal do bairro, a empresa de transporte Aquiri ampliou sua linha até o Montanhês. Mas devido os inúmeros assalto que tem sofrido e agora essa ameaça, ela já pensa em retirar os ônibus.
Ontem à noite já não teve coletivo para o bairro Montanhês. O ônibus ficou parado no box da PM no bairro Tancredo Neves, e de acordo com a empresa, a linha só será normalizada para o bairro à noite quando a polícia oferecer condições de segurança, tanto para seus funcionário, como pára os usuários.
Trio é preso em flagrante
O empresário Calyle Rodrigues Campos, 33, e seus funcionários Anísio Henrique dos Santos 33, e Sostenes Souza da Silva, 27, foram presos sexta-feira à tarde e autuados em flagrante por extorquir um carro Gol e 400 reais do vendedor Reginaldo Dantas Barros.
O crime ocorreu no escritório do empresário, na avenida Antônio da Rocha Viana, quando Reginaldo procurou Calyle para renegociarem uma divida de R$ 10 mil que tinha com ele.
Segundo a vítima, o empresário e seus dois subalternos engatilharam dois revólveres em sua cabeça e lhe obrigaram a assinar várias notas promissoras se responsabilizando por uma dívida bem maior do que a que deve. Não se dando por satisfeito, os acusados ainda teriam tomado o carro da vítima e 400 reais.
O caso foi registrado na 1ª Unidade de Segurança Pública (bairro Cadeia Velha), onde os acusados, presos em flagrante, se encontram à disposição da justiça aguardando o momento de serem enviados para a penal. O carro e o dinheiro foi devolvido ao dono.
Diarista é moto a tiros
Um homem identificado apenas por Adelson matou com um tiro de escopeta nos peitos o diarista João Paulo de Souza, 42. O crime aconteceu às 23h40, de sexta-feira, na rua Pupunha, bairro Eldorado, e até agora a polícia ainda não conseguiu prender o acusado.
Os agentes da 4ª Unidade de Segurança Pública ( bairro do Bosque), estão investigando o crime. Mas até a tarde de ontem ainda não tinham muitas informações sobre o caso.
O serviço reservado da polícia militar também está empenhado em desvendar o homicídio, que de acordo com alguns policiais pode ter sido motivado por rincha antiga, uma vez que o criminosos se aproximou da vítima e já foi atirando.
Barbeiro tenta estuprar criança
O barbeiro Antônio Batista de Deus, 32, residente na estrada Irineu Serra, sexta-feira à tarde entrou na casa de Angelina da Conceição da Silva, na mesma localidade, e tentou estuprar a filha dela, a menor A.S.S., 6 anos, só não consumando o fato porque a mulher chegou a tempo e gritou pelos vizinhos.
Antônio chegou na residência de Angelina, às 16 horas, procurando pelo esposo dela, alegando que teria sido chamado para cortar o cabelo dele. Mas como o dono da casa não se encontrava, perguntou à esposa se podia entrar e espera-lo no sofá.
A mulher concordou e o deixou sozinho na sala, com a menor que dormia no sofá, enquanto iria terminar de lavar a roupa do marido no quintal. Mas antes de concluir a tarefa ouviu o choro da filha e ao retornar à sala se deparou com Antônio introduzindo o dedo na vagina da menina.
Ela gritou pelos vizinhos e o tarado correu. Mas foi perseguido pela comunidade, capturado em um matagal na estrada Custodio Freire e entregue à uma radiopatrulha da Polícia Militar, que chegou no local a tempo de evitar que ele fosse linchado por mais de trinta mulheres que ameaçavam quebrá-lo de pau.
Antônio Batista foi conduzido para a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher e autuado em flagrante por ato libidinoso. Ontem pela manhã ele foi conduzido para a penitenciária estadual, onde aguardará julgamento.