
Jovem foi morto com punhalada no pescoço depois de bebedeira
J. Guimarães
Uma simples brincadeira de parceiros de sinuca foi o suficiente para o motorista Mauro Queiros da Silva, 27, residente no bairro da Bahia, aborrecer-se e matar a punhaladas o auxiliar de publicidade Marcos Menezes da Silva, 24. O crime aconteceu sábado à noite em um bar na rua da Hosana, no bairro João Eduardo, a poucos metros da casa da vítima.
Segundo testemunhas, Mauro não aceitou o fato de perder duas partidas consecutivas de sinuca para Marcos, e ficou furioso ao servir de chacota para os demais amigos, que estavam no bar. Indignado ele teria ameaçado os rapazes de morte, mas infelizmente ninguém lhe levou a sério.
O motorista se ausentou do bar por alguns minutos e ao retornar cravou o punhal no pescoço de Marcos e fugiu. A vítima agonizou por alguns minutos e morreu antes da chagada da equipe de resgate do Corpo de Bombeiros.
O acusado foi preso, logo em seguida, na casa de um parente no bairro Bahia. Ele foi autuado em flagrante pelo delegado Fausto Costa e Silva, na 1a USP (Cadeia Velha) e mandado para a penal.
Mãe chora a perda do filho
Dona Maria das Graças da Silva recebeu a notícia da morte do filho em casa, às 21 horas, quando assistia televisão. Desde então ela não parou de chorar e por várias vezes passou mal sendo necessário o uso de sedativo.
Devido seu estado emocional ela nem pode acompanhar o cortejo do filho mais velho. “Eu não tenho mais vontade de continuar vivendo. Junto com o meu filho foi enterrado, também, um pedaço de mim e de minha família”, lamenta a dona de casa.
Enquanto chora a morte de Marcos, a mulher relembra o momento em que ele saiu de casa, minutos horas antes de ser assassinado. “Ele chegou do trabalho, às 16 horas, e como era de costume aos finais de semana, almoçou e saiu dizendo que iria jogar sinuca no bar da esquina”, relembra a mãe de família.
Marcos era o único dos sete filhos de Maria das Graças que trabalhava e ajudava nas despesas de casa. O rapaz não tinha antecedentes criminais, gozava de bom conceito no bairro onde morava e sua morte revoltou a comunidade do João Eduardo.
Garota é espancada pelo irmão
A estudante Íris Costa Damasceno, 19, residente na rua Manguezal, bairro Cidade Nova, viveu momentos de terror na noite de domingo ao ser espancada até desmaiar pelo próprio irmão, Orones Costa Damasceno, que foi preso em flagrante e indiciado por agressão física seguida de lesão corporal.
Segundo a vítima, o irmão teria chegado em casa em visível estado de embriaguez e ao ser questionado por ela passou a agredi-la a socos e pontapés. Não se dando por satisfeito, o acusado ainda teria se apossado de um pedaço de madeira e desferido várias pancadas na irmã.
A vítima deu entrada no pronto-socorro do hospital de Base ainda inconsciente e foi atendida no setor de emergência, depois transferida para um dos leitos onde ficou em observação.
O acusado, que se evadiu ao cometer a agressão, foi preso por uma radiopatrulha da Polícia Militar e conduzido para a 1a Unidade de Segurança Pública (Cadeia Velha) onde se encontra à disposição da Justiça.
PM abre inquérito para apurar
violência contra deficiente
O comandante da Polícia Militar do Acre, coronel Alberto Camelo, prometeu ontem ao Página 20 que determinará a instauração de um inquérito policial para apurar a denúncia de violência contra o deficiente mental no bairro Mauri Sérgio.
Em matéria publicada no Página 20, em sua edição de domingo passado, a família do deficiente mental Manoel Gomes de Oliveira, 22, residente no bairro Mauri Sérgio, denunciou uma surra que praticamente prostrou o rapaz, já que as pancadas atingiram zonas sensíveis, como os testículos.
Segundo os parentes da vítima e seus vizinhos, os policiais teriam algemado Manoel, jogado-o no chão e pisoteado. Além de lhe agredirem a chutes em plena via pública, na presença de várias testemunhas.
Ontem pela manhã, segundo a versão de Camelo, a Corregedoria Militar teria começado a apurar o caso, depois de identificar os integrantes da radiopatrulha. “Os policiais envolvidos no episódio serão interrogados pela comissão de oficiais formada exclusivamente para cuidar do caso”, disse o comandante.
Alberto Camelo informou ainda que questionou pessoalmente os responsáveis pela ronda citada se eles não perceberam que o rapaz era deficiente mental. A resposta: “Era impossível identificar qualquer anormalidade em Manoel, já que ele estaria embriagado e ameaçando as pessoas com uma faca”. Resta saber se isso dá direito à agressão.
De acordo com o apurado até o momento, o chefe da radiopatrulha registrou em seu relatório que os policiais fizeram o procedimento normal ao se depararem com o rapaz, que estaria armado (hipótese negada pela família da vítima). O mesmo policial não apontou os nomes dos responsáveis pela surra.
Diante do imbróglio, o comando-geral já sabe: “Investigaremos criteriosamente para sabermos se houve exagero dos PMs para deixarem Manoel prostrado numa cama”.
Preso o 5° homem da quadrilha
que matou funcionário público
A polícia militar prendeu na madrugada de ontem no bairro Jardim Eldorado, o 5º homem acusado de integrar a quadrilha que na noite de sexta-feira passada matou o funcionário público João Paulo de Souza para roubar uma televisão.
Deusani de Souza Nogueira, 18, residente na rua Santa Luzia, bairro Eldorado, foi o homem que ficou no portão da vítima dando cobertura ao restante da quadrilha enquanto ela adentrava na casa e matava o proprietário para roubar a televisão, que estava na sala.
Ele era o ultimo do bando que ainda estava soltou. Na madrugada de domingo a polícia já tinha prendido os irmãos Adalcimar Ad’vincola, o “vaca”, 20, e Adelson Ad’vincola, 21. Junto com eles foram presos, também, David Canuto da Silva, 20, e o menor J.S., 14, todos envolvidos no crime.
Deusanir declarou à polícia que o tiro que tirou a vida do funcionário público foi disparado por Adelson, presidiário em liberdade condicional que teria recebido indulto natalino para passar o feriado de ano novo em casa e ainda não tinha retornado para a penal.
Antes de matar o funcionário público a quadrilha passou mais de duas horas na entrada do bairro Jardim Eldorado cobrando pedágio da comunidade. O próprio João Paulino-, como era conhecido na localidade -, foi um dos que foram abordados pelos bandidos ao retornar.
Ele alegou que não tinha dinheiro para pagar o pedágio e os bandidos juraram irem à sua casa buscar um objeto de valor. Mal ele entrou em casa foi surpreendido pelos marginas, que já entraram no quintal atirando.
A vítima ainda tentou correr para dentro de casa, mas um dos tiros lhe acertou o peito e parte do ombro direito, lhe levando à morte ali mesmo, no corredor que dar acesso à cozinha.