© Copyright Página 20 todos os direitos reservados
Rio Branco - Acre, quinta-feira, 9 de janeiro de 2003
Rua das Cobras

Um ano depois de moradores denunciarem ao Página 20 funcionários da Semsur que cobravam propina para fazer a limpeza e raspagem de regiões inteiras da Baixada da Habitasa, ninguém da prefeitura apareceu mais. “Não vieram sequer tomar satisfação, muito menos fazer melhorias”, diz Maria Aparecida Cunha, moradora do local.

Carros no parque

A administração do Parque da Maternidade está sendo alvo de críticas, ao permitir que veículos transitem no espaço durante os fins de semana e feriados. Populares que adotam o aprazível local como espaço de entretenimento reclamam que nesses dias o tráfego de veículos coloca em risco a vida das famílias.

Concorrência

Inicialmente, aos sábados, domingos e feriados, a área era interditada para o lazer das famílias. Hoje os populares têm que concorrer com os veículos para usufruir o espaço reurbanizado pelo governo do Estado. Urge que a administração do ambiente devolva o lazer à população.

Bolivianos

Em protesto contra as altas taxas impostas pelo governo boliviano às mercadorias daquele país, um grupo de comerciantes patrícios fechou às 7 horas de ontem a Ponte da Amizade, que liga as cidades de Brasiléia, no Acre, e Cobija, no Departamiento del Pando. As barreiras impediram a entrada e saída de pessoas em ambos os países até o fechamento desta edição.

Jeitinho brasileiro

Universitários acreanos que estudam em cidades bolivianas não tiveram dúvida: cruzaram o rio Acre de catraia e outras embarcações, driblando a manifestação. Até ontem a polícia boliviana não tinha intervindo, e a brasileira, sem nada poder fazer, apenas observava os barulhentos e ruborizados manifestantes.

Data polêmica

Ainda sobre a polêmica sobre a data da fundação de Rio Branco, nos dias 23 e 24 próximos, o Departamento de História da Ufac estará promovendo uma discussão ampla entre comunidade, alunos, o pesquisador e acadêmico do curso de História José Wilson de Aguiar e o historiador Marcus Vinicius Aguiar Macedo.

Mudança

José Wilson diz ter se baseado em documentos e jornais para apontar que a capital acreana teria nascido em 13 de junho de 1909, data em voga atualmente. “Quem mudou para 28 de dezembro de 1882 foi Mustafá Ribeiro de Almeida”, diz ele. A mudança, explica Wilson, teria ocorrido em 1980.

Curso de arquivo

Sob a coordenação da professora Maria José Bezerra, do Departamento de História da Universidade Federal do Acre (Ufac), está sendo ministrado no campus universitário um “Curso de Básico de Arquivística”, voltado principalmente para o segmento dos servidores públicos. A atividade, com 60 horas de carga horária, tem o apoio da Iesacre, Sesc, Sesi e Senac.

Tadinho do Adalberto

Em entrevistas à imprensa local, o diretor-presidente do Saerb, Adalberto Ferreira, é só lamento e reclamações. “Não agüento mais ser chamado de incompetente”, diz. Dá até uma ponta de peninha, só que o melodrama não explica o caos da falta d’água na cidade em pleno inverno amazônico.

Mudanças no Saerb

Há quem diga que o drama protagonizado por Adalberto seja pura manobra para escamotear a sua demissão. Desde que assumiu, o prefeito Isnard Leite tem dado sinais claros de descontentamento em relação ao trabalho do Saerb. Portanto, a história de “não quero mais brincar” seria pura jogada do experiente Ferreira.

Canções universitárias

CD reunindo as 12 canções finalistas do Festival Universitário da Canção 2002, realizado em abril do ano passado, tem lançamento marcado para esta sexta-feira, às 19 horas, no Anfiteatro Garibaldi Brasil. Quem já ouviu diz que se trata de um produto de primeira qualidade. A festa está sendo organizada pelo coordenador de eventos da Ufac, publicitário Sérgio Siqueira.

Monografias

Muito boa a nova safra de monografias produzidas pelos estudantes do curso de Economia da Ufac. Pelo menos duas delas merecem ser melhor conhecidas pelas autoridades públicas: “Ambientalismo e Desenvolvimento Sustentável - o Caso da Borracha e da Pecuária no Acre”, de Fernando Farias Sena, e “Manejo Florestal como Alternativa de Desenvolvimento Sustentável - uma Análise do PAD Pedro Peixoto”, de Carlos Chagas Júnior.

Sem alagação

O assoreamento e a pane no clima global devem retardar ou pelo menos diminuir os efeitos de uma enchente do rio Acre em 2003, segundo a Defesa Civil do Estado. Bom para os moradores dos bairros de risco, melhor ainda para a prefeitura. “Gasta-se demais, dinheiro e tempo, nessas tragédias”, disse o comandante da DC, Sidney Araújo.

Jovens no poder

Para alguns gurus da FPA, a nomeação de Leonardo Cunha de Brito para a Secretaria Estadual da Juventude (Seja) confirma a tendência do governador Jorge Viana de agir diretamente nas demandas sociais acreanas. O jovem, excluído por um processo de dependência sociopolítica, é uma delas. “O jovem acreano tem uma carência extrema de novos valores simbólicos”, detalha o secretário.

Má inquilina

Leitor da coluna liga para dizer que não foi só no caso do desbarrancamento da Floriano Peixoto que a prefeitura deixou de pagar as hospedarias dos desabrigados. Na cratera das ruas Beira Rio, na Cidade Nova, e Paris, na invasão da Embratel, a mesma cartilha foi seguida. Não deu outra: todo mundo está voltando às zonas de perigo.

Roçados em perigo

Um ataque da lagarta mandarová aos roçados de mandioca em Cruzeiro do Sul (640 km de Rio Branco) provocou queda de 20% da produção de farinha no Alto Juruá. Para resgatar o principal pólo de produção acreano, técnicos da Seap e da Seater verificaram as localidades da praga e já estão desenvolvendo uma tecnologia para acabar com ela.

Dendê combustível

Uma pesquisa da Embrapa divulgada semana passada promete revolucionar o mercado de combustíveis na Amazônia. Trata-se do azeite-combustível, formado a partir do dendê, uma palmeira com larga tolerância ao clima e solo amazônicos. O azeite chega a substituir, sozinho e com 100% de eficácia, a gasolina e o óleo diesel.

Matriz energética

Além da vantagem de não emitir gases poluentes, o combustível de dendê pode baratear a gasolina do Acre (hoje toda importada de outros centros) e a produção de energia elétrica (totalmente dependente de óleo diesel). “Sem contar os benefícios para a economia rural, por meio da geração de postos de trabalho”, analisa o diretor-executivo da Embrapa, José Roberto Rodrigues Peres.

Barra pesada

Novamente, pais de alunos da 5ª e 8ª séries procuraram a reportagem para denunciar tabagismo e uso de maconha nos corredores do Colégio Acreano. “As alunas compram a droga de traficantes nos portões. Algumas usam os banheiros para fumar e até ameaçam as colegas”, disse uma estudante que não quis se identificar por medo de represálias. Com a palavra, a Polícia Federal. E a diretoria do CA.

Da Redação


Colunas
Cotidiano
Expediente
Editorial
Estilo
Especial
Esporte
Política
Principal