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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 9 de janeiro de 2003
Banco da Amazônia quer ampliar
leque de atendimentos em 2003

Planos simplificados de empréstimos e financiamentos
beneficiarão ainda mais comunidades rurais

“Com a mudança na diretoria, o Basa, em todo Brasil, prepara-se para novos desafios e objetivos a serem alcançados nesse novo ano que chegou”, é a afirmação do superintendente geral do Basa, José Andrias Sarquis, dando o tom de como será o banco em 2003. A instituição ainda não fechou o balanço de dezembro, por isso não calculou o que investiu ano passado, mas a idéia é expandir o número.

As expectativas são positivas, já que o banco terá participação ativa em um dos programas do novo governo onde determinará como será a distribuição de créditos.

“Será uma grande inovação. Teremos uma grande participação no programa Fome Zero, que estará beneficiando também o produtor rural. A previsão é de que 60 milhões serão ingressados nesse ano. Desse valor, 6 milhões serão destinados para emprestar para o comércio e serviço, e os 54 milhões, distribuído para a agricultura familiar e projetos industriais”, explica.

O banco existe no Estado há 58 anos e desde aquele tempo teve muitos progressos. Para se ter uma idéia, de quatro anos pra cá, Andrias explica que já foram liberados oito mil contratos e R$ 100 milhões foram investidos em todos os setores do Estado.

Quem pode fazer empréstimos
e financiamentos bancários

O superintendente diz que qualquer produtor rural pode fazer empréstimos e financiamentos. Os requisitos para receber o beneficio, vária de acordo com os interesses de cada produtor.

“Como são vários os programas que o Basa oferece, os requisitos para receber algum beneficio depende do interesse do agricultor. Cada programa exige requisitos diferentes. Mas para a agricultura familiar, onde nós autuamos em 80% com nossos recursos o processo extremamente simplificado. O produtor rural precisa estar vinculado a uma associação. E essa associação precisa estar adimplente perante o banco”, afirma.

Andrias também diz que no caso do produtor está em área de assentamento do Incra, ele é atendido pelo Pronafi onde será um crédito individual, portanto não precisará estar vinculado a alguma associação e é simples o processo.

“É só apresentar um documento do Incra declarando que ele está dentro da área de assentamento, portar identidade, CPF, no caso de ser casado, levar também documentação do conjugue. Nesse caso não precisa ter a propriedade da terra, desde que ele tenha como provar que está ocupando-a em regime pacífico poderá ter acesso ao crédito. Já em outros casos, a pessoa precisa realmente ser o proprietário da terra e já tem que apresentar certidão e diversos outros documentos”, finaliza.

O valor depende da avaliação que um grupo do banco fez na propriedade do cliente. Um levantamento aponta quanto se pode tirar. O prazo de pagamento depende da atividade, e, às vezes, pode durar até 10 anos. As taxas de juros também variam de acordo com o valor do empréstimo ou do prazo dado pelo banco.

Interessados em fazer os empréstimos ou financiamentos devem se dirigir ao banco.

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