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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 9 de janeiro de 2003
Sustentabilidade, da teoria à prática

Com mais de 90% de sua cobertura vegetal o Acre tem um imenso potencial econômico. É um fato. Estudos demonstram que essa riqueza tem uma possibilidade de geração de empregos e qualidade de vida muito além de qualquer expectativa, mesmo as mais otimistas.

O detalhe, igualmente conhecido, é o fantástico isolamento sociopolítico que o Estado atravessa há décadas. A falta de ligação rodoviária com os grandes centros retardou o desenvolvimento econômico e criou um efeito em cascata que desembocou em graves problemas sociais - como o combate à violência, por exemplo.

O desemprego, a baixa competitividade agroindustrial, a péssima qualidade da mão-de-obra, a falta de símbolos cívicos e de identificação cultural criaram uma espécie de “sociedade anômala”, que deu a si mesma a licença de passar fome, em pleno coração da maior reserva de biodiversidade do planeta.

As conseqüências dessa espécie de “retardo administrativo” foram cruéis. Curar suas chagas requer esforços gigantescos, baseados em metas a longo prazo. Vale, como exemplo, o trabalho do atual governo do Estado na criação e expansão de uma identidade sócio-político-cultural do Acre, inserindo-o num contexto nacional e internacional.

É o caso do conceito de florestania, de desenvolvimento sustentável (uso de recursos naturais sem exaurir a floresta), de Chico Mendes e de todo o prestígio atual do Acre junto ao cenário político nacional.

Resolvidos - ou, pelo menos, encaminhados - esses problemas de base, resta abandonar a dialética e partir para a prática. Engenheiro florestal e exímio, Jorge Viana sabe que administra um Estado com matéria-prima suficiente para criar uma nova economia.

Os sinais de uma nova conjuntura, de tons socioambientais, já começam a aparecer, como nas iniciativas da colônia Cinco Mil, do Sebrae, da Embrapa, dos pólos de produção agrícola e extrativista etc.

Agora é expandir o negócio. E botar a máquina, através da taxação direta (e gradual, claro) para funcionar.

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