
Não basta apenas exportar matéria-prima. A elaboração de pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biotecnologia alimentar, amplamente difundida em regiões do país que utilizam o modelo intensivo de agropecuária, é urgente, necessária.
Levantamentos sérios do tipo vêm sendo realizados no Acre há algum tempo, com extrema competência, pela Embrapa, Emater, Seater e outros órgãos. As experiências de sucesso também são diversas.
Empresas acreanas que apostaram na consultoria desses cientistas não se arrependeram: abraçaram um mercado novo, praticamente inexplorado, em que o lucro é praticamente imediato e as possibilidades de crescimento, infinitas.
É necessário aprofundar as pesquisas científicas relativas a essa nova economia florestal. Ao extrativismo, à agricultura, à pecuária e aos diversos desdobramentos que cada setor possui. Mas, acima de tudo, é vital formular uma tecnologia tipicamente acreana, voltada para a melhoria das condições de vida desse povo e levando em consideração suas vocações econômicas históricas.
Alguns produtos já são conhecidos, como o caso do açaí e da farinha de mandioca. Outros precisam de maiores pesquisas, a exemplo do kambô e da ayahuasca. Mas diversos ainda são totalmente desconhecidos e é aí que o governo e a iniciativa privada devem agir, patrocinando expedições e pesquisas. A idéia é conseguir matéria-prima local, criar a tecnologia necessária e exportar.
Mas é primordial, novamente, investir em pesquisas. Não apenas em laboratórios fechados, a quilômetros das fontes naturais. Mas principalmente no interior acreano, em contatos com as tribos indígenas, como hoje fazem os biopiratas. Nem é necessário gastar muito. Basta captar e destinar corretamente os financiamentos já existentes.