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Rio Branco - Acre, quarta-feira, 15 de janeiro de 2003
Engajados em prol da vida humana

O incomparável exemplo de persistência e fé em Deus dado pela menina Maria Jocasta de Souza, uma adolescente de 15 anos que mora no bairro Calafate, é antes de tudo um convite à reflexão. À reavaliação de valores. À autocrítica por parte de todos e cada um.

Independentemente das poucas chances e expectativas fornecidas por um poder que lhe escapa à compreensão - a de todos os homens, aliás -, Jocasta mantém-se otimista. Com pouco mais de 16 quilos, ela perdeu a capacidade de andar, o tato, passa a maior parte das noites em claro, os pais possuem pouco mais que a comida e a água diários e mesmo assim ela sonha...

Quer ser pintora. Quer povoar a imaginação e a alma dos homens (apressados, prolixos, burocratas) com sua alegria e vontade. Quanta contradição, quanta inversão de valores. Maria Jocasta, a pequena adolescente que necessita de viajar para continuar vivendo, não tem iates, carrões. Não tem sequer a saúde, o principal quesito, segundo alguns, para se “chegar a algum lugar”.

Em contrapartida, segundo a sua mãe, ela nunca se drogou para “aliviar a barra”, nunca descontou seus problemas em ninguém e muito menos tentou suicidar-se.

Essa pérola da existência humana, essa menina-moça plena de vida, quer apenas uma coisa: viver. Ou sobreviver, já que o atual estágio da doença não lhe permite mais recuperar-se totalmente.

Pense bem. Talvez sejamos nós, todos nós, que precisamos da sua ajuda.

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