

Roda se tornou um grande
mestre
do jiu-jitsu em menos de cinco anos
Professor de artes marciais acreano
vai ensinar jiu-jitsu no Canadá
Mestre “Roda”
ministrará curso para crianças
carentes em universidade pública a partir deste mês
Samara Castro
Luís Rodomilson dos Santos, 29, como todo bom atleta que se dedica dia e noite ao esporte, tem conseguido espaço no “mercado” internacional. E nesse mês, estará embarcando para o Canadá onde irá ensinar o que sabe e muito bem, artes marciais. Mais especificamente, o jiu-jitsu.
Luís, mais conhecido como Roda, é acreano e desde os 12 anos de idade dedica-se exclusivamente às artes marciais. A princípio começou fazendo capoeira e como tinha uma enorme paixão pelo esporte, aos 18 já era professor. Participou de campeonatos estudantis e nacionais, entre outros que acontecem anualmente.
“Foi exatamente nessa idade que nasceu dentro de mim um enorme amor pela luta, em especial pela capoeira. Me dediquei tanto que em pouco tempo já estava ensinando, quando acordei para a realidade, já era um mestre”, explica.
Roda passou 13 anos treinando capoeira mas apesar disso, de quatro anos pra cá decidiu dedicar-se totalmente ao jiu-jitsu. O motivo da troca, segundo ele, foi porque enquanto ensinava por 30 ou 40 reais por aluno, tinha pessoas ensinando em outro ponto da cidade por apenas 10 e isso fez com que as pessoas procurassem aprender onde era mais barato e ele acabava ficando sem alunos.
“As pessoas começaram a baratear o ensino da capoeira, não que eu esteja comercializando a arte, mas é que com isso, a luta perdeu totalmente o seu valor”, diz.
Quando notou que o problema estava se agravando, decidiu procurar algo de novo, mas que fosse de seu agrado. Foi aí que começou a dedicar-se 100% ao jiu-jitsu. Em conseqüência de horas de treinos, foi chamado para ensinar jiu-jitsu em uma faculdade no Canadá.
“Esse esporte está chegando agora no Canadá, e como estão precisando de profissionais para ensinar, eu fui chamado”, conclui.
Benefícios que a arte proporciona para quem pratica
Como
não é novidade para ninguém, as artes marciais têm
se mostrando extremamente benéficas não só para a saúde,
mas para a sociedade em geral. A prova disso, é que em vários
pontos carentes, onde o crime e marginalidade reinam, não só
fora do Estado, mas também no Acre, o ensino de artes marciais tem
sido adotados para ajudar crianças e jovens a saírem do mundo
das drogas e do crime.
“Ela nos beneficia de todas as maneiras, tanto que quando eu era mais novo, eu era extremamente brigão. Logo que eu entrei na capoeira, aprendi a controlar minhas emoções, mente, corpo, enfim, a arte marcial te ensina a ter auto domínio. E sem falar daquelas crianças que saíram do mundo das drogas por causa do esporte”, ressalta Roda.
Além de todos esses benefícios, a luta, agora, está oferecendo ao professor a oportunidade de ter sua vida financeira bem mais elevada.
“Com a oportunidade de ensinar jiu-jitsu para os canadenses vou poder aumentar minha renda, pois o que ganho aqui por mês, vou ganhar por dia lá”, finaliza.
Saiba melhor sobre a milenar arte do jiu-jitsu
Segundo Roda, o jiu-jitsu, que significa arte suave, surgiu na Índia por monges budistas que eram obrigados a percorrer longas caminhadas em estradas infestadas de bandidos para pregarem sua fé. E como na filosofia dos monges não pode haver agressão física, resolveram inventar uma forma de se defender dos ataques.
Como também não podiam portar armas, que seriam totalmente contra os princípios morais de sua religião, dotados de grande saber e perfeito conhecimento do corpo humano, criaram eles o jiu-jitsu, que tem na defesa pessoal a sua principal essência.
Além disso, Roda explica que a arte possui três poderes: imobiliza, mata e quebra.
“Durante a luta, eu decido qual desses três poderes eu vou usar contra o meu adversário”, finaliza.