
Moisés Diniz *
Aprendi que, em qualquer profissão, a única coisa que não se pode permitir é a covardia. A covardia rebaixa o homem para o patamar dos bichos. A covardia leva alguém a se proteger sob o manto do anonimato. A covardia não deixa o jornalista assinar o seu nome em uma matéria ou coluna. É o chamado covarde da pena, ou parafraseando, um covarde que dá pena. Sob o anonimato, o covarde jornalista ataca a todos, escolhe bodes, canoniza santos, mente, volta a mentir e, como não se mostra, não permite o sagrado direito de defesa, uma das maiores conquistas da imprensa livre. Estaria alguém no Acre cometendo tão nefasto crime?
Sim! Um dos jornais mais conceituados do Acre, A Gazeta, vem permitindo que um velho conhecido da política se esconda por detrás da Coluna PLENÁRIO para atacar quem ele bem deseja. Veja aonde chega a covardia. Se você for caluniado numa coluna desse tipo, sem autor, você será obrigado a processar o jornal, considerando que você não sabe quem é o covarde jornalista que assina a coluna. O que acontece? Você é taxado de inimigo da imprensa livre, por estar processando o jornal como empresa e, se por acaso esta empresa tiver que pagar uma indenização, o dinheiro vai sair do bolso de todos da empresa, incluindo a maioria dos profissionais, que são sérios e inocentes no caso.
Quem é o covarde jornalista que se esconde detrás da coluna PLENÁRIO do Jornal A Gazeta? Todo mundo quer saber, vou já informar. Primeiro preciso elogiar os jornais e jornalistas que têm a coragem de se expor na hora de expor as suas convicções. O Estado, Página 20, O Rio Branco e A Tribuna são jornais que assumem essa posição corajosa. Jornalistas como Brãna, Stalin Melo, Antônio Muniz, Leonildo Rosas, Sílvio Martinelo, Tião Maia, dentre outros, se inviabilizam politicamente e até perdem amigos devido as suas posições. Não são covardes! Veja o exemplo do jornalista Sílvio Martinelo, quando escreveu uma carta aberta ao governador do Acre. Eu, pessoalmente, escrevi um artigo em resposta a ele. Tanto eu como o referido jornalista tivemos a coragem de expor e assumir as nossas posições
Diferente destes, o jornalista que se esconde detrás da coluna PLENÁRIO se acovarda no anonimato para vomitar as suas convicções adulteradas. Quem é ele? Vamos testar a nossa capacidade de dedução. Ele é assessor de comunicação de uma importante instituição pública, já exerceu o mesmo cargo em um órgão ainda mais importante que o atual e é dono de um bar e restaurante onde se reúnem as viúvas da política acreana para chorar as peias que vêm pegando nas últimas eleições. Este senhor tem dedicado o seu tempo a agredir personalidades e partidos. Nos últimos tempos vem soltando veneno contra as lideranças do PCdoB. Sua última pérola foi tripudiar uma entrevista minha, onde defendo que as autoridades, os políticos tenham a humildade de visitar e conhecer a vida dos excluídos, como os povos indígenas, os extrativistas. Fez gozação com a caiçuma, a milenar bebida dos povos indígenas. É que ele prefere ver os políticos bebendo wisky nas mansões do Ipê, gastando com farra o que daria para pagar uma bolsa escola para uma criança da periferia ou colocar gaze e esparadrapo nos postos de saúde de Rio Branco.
Foi mais longe! Fez tripúdio com a nossa proposta de industrializar os nossos produtos da floresta. Utilizando a produtividade malaia como argumento, disse que nós devemos continuar como estamos: uma minoria devastando a floresta, as cidades dominadas pelas favelas e essa mesma minoria enriquecendo como um porco. Esqueceu de dizer que a nossa inferioridade em relação à borracha da Malásia reside principalmente na venda do produto em estado bruto. Que existe um negócio chamado subsídio, utilizado para cobrir diferenças na produção entre países. Que existe isenção de impostos, em zonas especiais, com o fito de atrair investimentos produtivos.
Esqueceu que o Acre é outro! Esqueceu a Marina, como Ministra do Meio Ambiente, esqueceu o Lula e, principalmente, esqueceu o Jorge Viana como interlocutor do Planalto na Amazônia. Esqueceu que é possível criar uma zona especial na Amazônia voltada para a produção e industrialização da borracha natural. Todavia, todo esse debate, senhor jornalista, o modus operandi, as negociações, os atores envolvidos, não é coisa que dê para ficar expondo em meia página de jornal. É processo que envolve a sociedade organizada, a política, os empresários, gente da área.
Ponto final, senhor jornalista. Não esqueça que nós conhecemos a vossa identidade. Não vamos processá-lo, vamos apenas responder às suas agressões munidos de informações sobre vós, vosso passado, profissão, aliados e compromissos. Acho que se vossa excelência não ficasse perdendo tempo com esta coluna sombria, a Mesa Diretora da Câmara de Rio Branco não teria ficado com a oposição. Não esqueça que vossa excelência tem um chefe e, cada vez que o senhor nos agredir, nós vamos entender como uma ação acordada. Acho que isso não é bom.
Acho que o Acre vive um momento especial, onde é possível uma convivência mais civilizada entre as várias forças políticas. Uma convivência de alto nível não pressupõe submissão de ninguém ou renúncia de princípios e opiniões, pressupõe o estabelecimento de uma política onde todos se respeitem. Como deputado estadual quero contribuir com esse debate, não quero ajudar na exclusão, quero ajudar na inclusão. Somos pobres demais para ficar discutindo com quem fica o espólio dos miseráveis. Precisamos crescer, nos desenvolver, tornar o Acre produtivo e moderno, socialmente justo, referência amazônica de desenvolvimento e tecnologia florestal, grande politicamente. Nisso eu acredito!
* Deputado estadual [PC do B]