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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 16 de janeiro de 2003
Chuva, incompetência e alagação

Enquanto o prefeito Isnard Leite (PPB) seus aliados ficam se digladiando sobre a distribuição de cargos na administração estadual, a cidade continua abandona. Atônica, a população que está narcotizada com tanto descaso dos homens que recebem os seus salários para zelar pelo seu bem estar.

Desde que assumiu os destinos da capital do Acre, em abril do ano passado, Isnard Leite se manteve inerte, sem conseguir dar respostas ao graves problemas que herdou do seu sucessor, Flaviano Melo (PMDB).

A cada mês, a imprensa especula que o chefe do Executivo estadual providenciará mudanças significativas na sua equipe de assessores. O que se nota, no entanto, é que as coisas continuam inalteradas. A única coisa que muda é paisagem de Rio Branco, que fica cada dia pior.

Para piorar a situação, não se pode nem sonhar com a promessa de melhores dias. Atolada em problemas financeiros, a prefeitura de Rio Branco não tem a menor condição recuperar, asfaltar ou, quem sabe, pavimentar com tijolos as ruas.

Para piorar ainda mais o quadro, estamos em pleno inverno amazônico. Qualquer tentativa de melhoria tem amplas chances de fracasso. As chuvas caem quase que diariamente e, mesmo assim, não consegue lavar a marca de inapetência da administração municipal.

Agora, chega a notícia de que o Estado corre o risco de sofrer uma alagação. Isso deve preocupar porque pode se estabelecer o caos definitivo na maior cidade acreana. As autoridades precisam ficar atentas para adotar as medidas preventivas necessárias. Se nada for feito, resta apenas torce para que o sol volte a raiar com maior intensidade em breve.

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