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Rio Branco - Acre, sábado, 18 de janeiro de 2003
Violência ou guerrilha urbana?

O processo de aprendizado para a inserção social depende de uma série de fatores. Entre eles está a educação familiar, responsável pelo repasse de valores éticos que norteiam uma existência saudável e garantem ao indivíduo um retorno da sociedade, garantindo a sua satisfação permanente do seu natural e necessário status quo.

A violência é a obliteração desse processo. Em algum momento as condições que cercam o indivíduo rompem esse ciclo, necessário à formação intelectual, gerando um desequilíbrio existencial e um sentimento de revolta contra tudo e todos os que, aparentemente, estão repletos de sentido.

É perigoso esse fenômeno, mais que qualquer outro causado por condicionamento psicossocial. Aproxima os homens de bestas - já que, mesmo entre os animais, há um acordo consensual sobre a proteção e respeito aos mais idosos, doentes e filhotes.

A violência enfrentada em Rio Branco, assim como em outras capitais brasileiras, é conseqüente desse processo de deterioração da ética sociopolítica pessoal. Diferente de outros países, onde a religião e os símbolos cívicos, históricos auxiliadores do processo de formação da ética individual, são usados como motivo para conflitos armados.

A ausência histórica de símbolos institucionais na sociedade acreana inspirou esse estado de perda, de fragmentação. A violência que campeia na sociedade atual, é, antes de tudo, um dividendo político, cujos representantes preocuparam-se com tudo, exceto dar sentido e significado à expressão acreanidade. Em todos os seus níveis.

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