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Rio Branco - Acre, domingo, 19 de janeiro de 2003
Cantor acreano lança CD em
todo o Brasil com temas locais

Artista conseguiu contrato com a Sony, uma
das maiores gravadoras de discos do mundo

Samara Castro

DivulgaçãoCarlinhos Alvorada, 39, está lançando o seu CD “Amor Vulgar”. O disco tem 12 faixas e todas as composições são de sua autoria. “As músicas falam um pouco do povo de nossa terra. O disco foi feito especialmente para os acreanos”, afirma o cantor.

O CD já foi lançado em São Paulo no dia 30 de dezembro e estará nas lojas de todo o Estado a partir do dia 24 próximo.

Carlinhos mostra bastante contentamento com o resultado final do CD, pois a gravadora com quem ele assinou um contrato de dois anos, a Sony, gostou de todas as suas composições e resolveu produzir todo o disco com as composições dele. Esse já é o sétimo CD de Carlinhos.

“A Sony é a maior gravadora de discos do mundo, e o que eu mais gostei nesse último trabalho é que todas as composições gravadas são minhas. Nós colocamos 60 músicas ao todo para selecionarmos qual delas faria parte do disco. Dessas, 15 eram minhas e as outras eram de vários compositores de outros Estados. No final da seleção, as 12 escolhidas para formar o CD eram minhas. Fiquei bastante surpreso e feliz”, conta.

As faixas do CD são: Amor Vulgar, Coração Sincero, Chuva, Somos Irmãos, Vida e Volta, Lição de Vida, Beijinho, Vá Dizer a Ela, Mototáxi, O Meu Amor e Cai Cai Forró.

Ele afirma que as suas músicas são uma forma de falar às pessoas o que elas sentem, mas muitas vezes, por pressão ou falta de oportunidades, são obrigadas a engolir.

“Chuva é uma música feita especialmente para a Amazônia. É uma letra que fala indiretamente de nossa terra. Eu a fiz com o ritmo de forró. Já uma outra que para mim se destaca muito, é Mototáxi, pois ela fala do que acontece diariamente com as pessoas daqui, tipo relacionamento amoroso, coisas banais”, explica.

Como tudo começou

Não é novidade saber que a maioria dos artistas de grandes destaques, não só do Brasil mas de todo mundo, dedica-se à música desde muito cedo. Assim também foi com Carlinhos, segundo ele, desde os seis anos gosta de música e foi exatamente nessa idade que começou a aprender a tocar violão. Tempos depois já estava atuando em uma banda formada por um grupo de amigos.

“Desde criança eu tenho uma enorme paixão pela música. Logo que decidi aprender a tocar violão, conheci uns amigos que me ajudaram, dando dicas para me desenvolver um pouco mais rápido. Foi aos 10 anos que comecei a tocar oficialmente em uma banda da igreja que freqüentava e depois daí não parei mais”, ressalta.

No final de 1982, ele recebeu uma proposta para gravar com a Poligram. Ele conta que ficou surpreso, pois naquela época era muito difícil alguém conseguir gravar um disco e ter um bom retorno, pois as pessoas do Acre só ouviam músicas de cantores de outros Estados. Mas o disco saiu em 1983 e, segundo ele, vendeu bastante, pois estava tocando muito nas rádios.

“Aquilo para mim foi uma vitória. Para você ser um bom músico, precisa ser muito cabeça, pois tem que criar algo que as pessoas não se esqueçam nunca mais, e eu tenho conseguido fazer isso”, diz.

Trabalhos paralelos e planos
para o próximo lançamento

Como é tradição de sua família, Carlinhos também é comerciante. Quando decidiu ser cantor, a família não o apoiou, mas ele não desistiu da decisão, pois contou com vários amigos.

“Minha família nunca apoiou o meu trabalho como cantor, tanto que eles não conhecem nenhuma de minhas músicas e nem demonstram qualquer interesse. Eles queriam que eu me dedicasse a vida de comerciante, como é normal do pessoal de nossa família”, afirma.

Carlinhos não tem um lugar fixo para morar. Ele vive entre Rio de Janeiro e Rio Branco, pois na capital carioca tem que cuidar de sua vida profissional como cantor e no Acre tem seus negócios.

Seus planos a partir de agora, com relação à música, é gravar um disco todo em inglês.

“Pretendo gravar um disco, talvez em agosto, todo em inglês, pois assim vou ter mais espaço fora do país. Vejo pessoas alegres, tristes, problemas sociais e é o que me faz escrever, e eu vejo muito disso aqui e quero transmitir todos esses sentimentos para as pessoas de fora. Como eu renovei meu contrato com a Sony para dois anos, vou ter espaço e tempo para fazer um bom trabalho”, finaliza.

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