
“O prefeito Isnard Leite não vai ficar refém da radicalização dos sindicatos”, bradou ontem o assessor de comunicação social da prefeitura de Rio Branco, Luís Carlos Moreira Jorge, ao comentar declarações de sindicalistas à imprensa de que vão parar a administração municipal, deflagrando uma greve e impedindo o início do ano letivo marcado para 10 de fevereiro. “É uma greve com plenas conotações políticas, e como tal será encarada.”
Segundo a prefeitura, não há como dissociar, como quer o movimento, uma negociação salarial ou concessão de vantagens sem se levar em conta a Lei de Responsabilidade Fiscal, que fixa limite de gastos com servidores e também sem as finanças do município comportarem.
“O prefeito Isnard Leite não vai, para ser agradável, ferir a lei e conceder ganhos salariais sem depois ter como honrar os compromissos, porque os que hoje reivindicam serão os primeiros a cobrar”, argumentou o jornalista.
O município desconfia de que os sindicatos saberiam que a situação financeira do município não comporta, por exemplo, um reajuste de 20% para todas as categorias. “Estão enganados se pensam que vão conseguir ganhos na base da pressão”, avisou.
O assessor disse estranhar que na pauta do movimento esteja a progressão automática. O direito viria, contradiz ele, sendo aplicada pelo município, por ser lei. Para ele, o salário pago aos professores da rede municipal seria um dos maiores do Brasil.
Quanto ao PCCS, algumas categorias teriam conseguido um aumento de até 120%.
“Os únicos prejudicados com a tentativa de brecar o início do ano letivo serão os alunos. Mas isso não vai ocorrer porque a Secretaria de Educação tem como garantir a normalidade das aulas”, explica Luís Carlos, que conclamou os pais de alunos para que mandem seus filhos para a escola no próximo dia 10, garantindo que haveria professores suficientes para que as aulas fossem ministradas, já que providên-cias estariam sendo tomadas nesse sentido.