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Rio Branco - Acre, sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
Curso de Direito da Ufac comemora
conceito “A” no exame do MEC

Alunos lançam site na internet e festa na boate X-43
para comemorar nota superior a de faculdades do Sudeste

Mariama Morena

Os acadêmicos de Direito da Ufac estão em festa. E não era para menos. No último Exame Nacional de Cursos (Provão) eles obtiveram conceito “A”, façanha que faculdades como as da USP e UFRJ não conseguiram. Não bastasse isso, em prol da melhoria das condições de oferta, alguns acontecimentos recentes vieram a colaborar para que se afaste de vez o fantasma do fechamento do curso.

O remanejamento de professores de outros departamentos, o funcionamento exemplar do cartório anexo do 1º Juizado Especial Cível no Campus e o fortalecimento da representatividade estudantil junto às esferas deliberativas da universidade dão o tom do momento por que passam os futuros acadêmicos.

É nesse clima de celebração que o Centro Acadêmico de Direito da Ufac (Cadir) fará o lançamento da sua home page oficial (www.direitoufac.com.br) hoje, na boate X-43. A festa contará com a presença das bandas Habeas Corpus e Stigma tocando o melhor do pop-rock nacional e internacional.

Os ingressos antecipados estão sendo vendidos a 10 reais, com os membros da coordenação-geral do Cadir. A comemoração é de todos, afinal, o curso de Direito foi o primeiro de nível superior a ser criado no Estado.

Estudantes à frente

O Cadir tem se mostrado bastante ativos nas empreitadas rumo a um futuro melhor para o ensino jurídico no Acre. Promovendo discussões, apresentando propostas, projetos e demandas concretas à administração superior, os estudantes tem dado um verdadeiro show de participação.

A nova coordenação-geral do Cadir, eleita para o ano-social 2002/2003, promete não esmorecer. O coordenador de secretariado, Angelo Douglas, diz que os bons frutos da atualidade são resultado de um trabalho árduo de reestruturação do movimento estudantil no curso.

“Desde 1999, quando o MEC veio nos avaliar, os estudantes têm se mobilizado. Hoje temos um Centro Acadêmico forte, representativo, respeitado perante a Ufac e demais instituições. Elaboramos e aprovamos o nosso estatuto e a partir de então o trabalho não parou. Já estamos na terceira gestão desde aquela época”, diz

A tônica do movimento estudantil encampado pelos acadêmicos de direito da Ufac reside em sua característica propositiva. Daniel Sant’Ana, Coordenador de Planejamento do Cadir, prestou alguns esclarecimentos a esse respeito dizendo que o movimento estudantil de hoje em dia tem objetivos diferentes do movimento das décadas de 60 e 70.

“Naquela época lutava-se pelos direitos relativos às liberdades de expressão, de voto, entre outras reivindicações, sendo inclusive mais fácil a mobilização dos estudantes. Hoje as demandas são outras. O que procuramos é a melhoria das condições do ensino, da pesquisa e da extensão na universidade pública, elevando assim a sua qualidade”, afirmou o estudante.

Um modelo inovador de organização

Chama a atenção a maneira como os estudantes se organizam. De acordo com o Estatuto do Cadir, não há hierarquia entre seus membros. O que existe é uma coordenação geral, composta por dez coordenadorias ocupadas por representantes eleitos em suas turmas, além de outras instâncias deliberativas.

Desse modo, todos os períodos são representados, inclusive os primeiros, possibilitando, assim, um maior engajamento de quem é recém-chegado à universidade.

Segundo os coordenadores Samuel Louzada e Ana Paula Aiache, esse modelo organizacional não permite a centralização do poder e o conseqüente arrefecimento da mobilização, assim como impede a interferência direta de partidos políticos, mantendo dessa forma a autonomia da instituição.

No último Encontro Nacional dos Estudantes de Direito (Ened), realizado em Salvador, o Acre serviu de exemplo estudantil para universidades renomadas, como a PUC de São Paulo e a UFMA, que requisitaram cópias do Estatuto para tentar implantar essa iniciativa pioneira e de tanto sucesso.

Agora é “A”!!!

Agora é Arregaçar as mangas

Abrir os olhos para o que há de vir

Assistir não basta

Agir é preciso

Assustados, quantas vezes fomos?

Armados agora somos de

Amor estudantil revigorado na mais

Alta magnitude

Assíduos nas discussões

Avessos ao comodismo, só

Assim a letra da

Aurora não será

Apática, ridícula e formal.

Alvejemos nós o

Autêntico valor de

Alunos derradeiros no

Afã que estimula os primeiros

Arraigando todos à justiça e ao direito

À vontade real pelo justo na

Avidez de Themis

Alicerçados na ética e na paz

Agora é Acordar de novo

Alçar a corda no porto e

Atracar o navio do futuro na

Ânsia de universidade pura e não

Aviltada

Agora é Arrimar o orgulho

Amainar o escuro e transformar entulho em
Anunciação!!!

Agora é “A”!!!
Diogo Soares

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