© Copyright Página 20 todos os direitos reservados
Rio Branco - Acre, sábado, 25 de janeiro de 2003
Doce economia acreana

O território acreano tem excelentes condições para o desenvolvimento da cultura da cana de açúcar, mas como a orientação é para o desenvolvimento sustentável das nossas florestas que cobrem 90% do estado, não há interesse em sua cultura intensiva objetivando disputar mercado com os grandes usineiros, pois isto envolveria desmatamentos.

Mas há um espaço aberto no mercado da cana em que o Acre tem tradição de produção, que pode ser deslanchada desde que tomadas algumas atitudes de incentivo em prol dos produtores: trata-se da produção de gramixó (açúcar preto) rapadura, mel, alfenim produtos hoje muito valorizados, pois os consumidores estão abrindo os olhos para as vantagens do açúcar preto em relação ao branco.

O gramixó, ou a rapadura, além de adoçar, contém cálcio e ferro e tem valor de mercado superior. No vale do Acre a produção no inverno é pequena obrigando os comerciantes a comprar o produto no Amazonas e no Nordeste.

No vale do Juruá é maior a produção e de melhor qualidade, mas os produtores locais se ressentem da falta de um programa de melhoria do produto assim como foi feito com a produção de farinha. Nesta atividade o governo investiu pesado construindo 120 casas de farinha modernas, que possibilitam a produção de farinha da melhor qualidade.

Assim a farinha de Cruzeiro do Sul que já era considerada a melhor, subiu ainda mais o patamar da fama.

É preciso investir no gramixó. A demanda local é superior à produção e temos todas as condições de exportar o produto para os estados vizinhos. A intenção do planejamento estadual para os 4 anos prevê mudar o Acre de importador a exportador e poucos produtos oferecem melhores perspectivas em curto prazo como o gramixó.

Colunas
Cotidiano
Expediente
Editorial
Estilo
Especial
Esporte
Política
Principal