
Jorge Viana reverencia homens e
mulheres que
lutaram pela incorporação do Acre ao Brasil
Tião Maia
Especial para o Página 20
Os heróis anônimos da Revolução Acreana, os seringueiros que lutaram para que o Acre se tornasse parte da pátria brasileira e que morreram sem conhecer o triunfo do exército de Plácido de Castro, foram lembrados ontem pelo governador Jorge Viana, na solenidade de comemoração dos cem anos da vitória sobre a Bolívia. A homenagem foi prestada durante a troca da primeira bandeira do pavilhão acreano no Monumento ao Centenário da Revolução, no Calçadão da Gameleira.
Líderes do movimento autonomista como o jurista Omar Sabino de Paula, além do historiador Agnaldo Moreno e outras personalidades que também integraram o Conselho de Notáveis que cuidou das comemorações do primeiro centenário da Revolução, também estiveram presentes ao evento. Omar Sabino lembrou, por exemplo, que o movimento dos autonomistas, responsável pela elevação do Acre à categoria de Estado, em 1962, foi parte da segunda etapa da Revolução Acreana. “A terceira etapa está acontecendo agora”, disse.
Respeito e paixão pela história local
O governador Jorge Viana disse que aprendeu a cultuar os heróis do Acre muito antes de pensar em entrar para a vida pública. “Aprendi isso com meu pai, que me levou a conhecer a Revolução Acreana nas suas diferentes versões e em relação aos seus mais diversos heróis, inclusive os anônimos”, disse. O pai do governador, o ex-deputado Wildy Viana das Neves, também integrante do movimento dos autonomistas, estava presente às homenagens.
Jorge Viana afirmou ainda que solenidades como a que ocorreu sob o pavilhão do centenário são um evento através do qual o Governo dá exemplos de que ninguém pode ser um bom administrador ou gerente do interesse público se não tiver amor pela terra, por sua história e por seus heróis.
“Eu defendo que é preciso cultuarmos cada vez mais a figura valorosa de Plácido de Castro e dos outros heróis que lutaram a seu lado. Mas é preciso também que não esqueçamos que a Revolução Acreana foi um feito gigantesco executado com a ajuda de bravos e anônimos que deram suas vidas para que o Acre deixasse de ser uma colônia e tomasse o seu próprio destino”, afirmou.