
Comunidade promete queima de pneus e interdição de ruas para exigir melhorias que a prefeitura prometeu, mas nunca fez
A falta de melhorias na malha rodoviária do conjunto Esperança será a responsável pela primeira manifestação de moradores em 2003. Será na quarta-feira. A comunidade quer fechar o acesso da rua principal e impedir o tráfego de veículos motorizados, num evento sem previsão de término - ou até que a prefeitura tome uma providência.
De acordo com os moradores, a intrafegabilidade em algumas ruas faz os motoristas de ônibus adiantarem a parada final dos ônibus. Por causa disso, a maioria é obrigada a caminhar quilômetros para conseguir a condução e ir ao trabalho, por exemplo. Junto a isso, está a renovação da frota do bairro vizinho, o Calafate, o que não aconteceu com o Esperança.
“Queremos dizer que somos consumidores como todos os outros. Pagamos pelas passagens. E não temos culpa se a prefeitura não toma uma providência para resolver esse problema. Queremos apenas que os nossos direitos sejam respeitados, principalmente pelo município, que já recebeu vários ofícios sobre o nosso drama”, reclama o morador Francisco Santos de Oliveira, um dos organizadores do protesto.
O evento, que contará com queima de pneus e galhos de árvores, promete causar um rebuliço no trânsito. É que o acesso a pelo menos cinco bairros depende da rua a ser fechada. Como se não bastasse, a paralisação acontecerá bem na frente de um box da Polícia Militar, que está submissa ao governo do Estado, mas que pode receber ordem judicial, através de ação movida pelo município, para impedir “abusos” no protesto.
O problema (que a longa história de manifestações desse tipo, principalmente, em reintegrações de posse, demonstra) é que o significado exato disso, ninguém sabe.