
Foi um custo, mas finalmente o desvio no quilômetro 194 da BR-317, sentido Rio Branco/Epitaciolândia, foi construído, dando acesso, pelo menos por enquanto, aos veículos de pequeno porte. Na manhã de quarta, metade da via despencou morro abaixo e pôs o tráfego em perigo. À tarde a rodovia foi decretada intrafegável.
De acordo com o Departamento de Estradas e Rodagens do Acre (Deracre) o desvio é provisório e não deve ser utilizado por veículos pesados. Empresas de ônibus que trabalham no trajeto são obrigadas a fazer baldeação para levar os passageiros às cidades de Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil.
“Estamos trabalhando o mais rápido possível para liberar a estrada e oferecer às pessoas um acesso tranqüilo, principalmente a caminhões de carga e ônibus. Infelizmente estamos no inverno amazônico e isso dificulta nossos trabalhos. Com essa estiagem recente, que esperamos que se prolongue, achamos que o conserto, ainda provisório, estará concluído e proporcionando acesso também a veículos pesados”, afirma o inspetor Peregrino Silveira, da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A PRF não trabalha na recuperação, mas coordena o trabalho de liberação das rodovias federais. Ou interdição, em caso de atoleiros ou desmoronamentos. Nesse caso específico, a autorização está condicionada à rapidez dos trabalhos do Deracre, que está na região desde o meio-dia de quarta.
Devido o considerável pólo de produção hortifrutigranjeira que abastece essas cidades estar concentrado nos primeiros 20 quilômetros a partir do perímetro urbano, ainda não há notícias de falta de produtos nas prateleiras dos supermercados. A maior dificuldade continua em produtos industrializados, como roupas e eletrodomésticos, por exemplo. Mas isso sempre existiu.