| ESPECIAL | |
| ENTREVISTA | |
O Acre na cúpula do Mercosul Binho apresenta pragmatismo acreano nas relações de fronteira e vê Estado com futuro “gigante” no contexto internacional |
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O encontro ocorre no Rio de Janeiro e reúne a Cúpula do Mercosul - o encontro ordinário dos presidentes da América do Sul. “Discutimos várias ações que precisam ser realizadas para transformar o Mercosul numa organização que tenha muita agilidade”, informou o governador em entrevistas às emissoras de rádio do Sistema Público de Comunicação do Acre. Para Binho, o presidente Lula acertou ao ingressar governadores e prefeitos nas mesas de debate, medida que faz o Mercosul sair do papel. “Com isso, o Mercosul começa a sair do papel com ações mais pragmáticas”, observou. “Assim, agilizam-se o comércio e o mercado, mas fundamentalmente melhora a qualidade de vida de quem vive no Cone Sul.” Do Rio, o governador convocou à população a manter as esperanças porque o Acre tem um futuro “gigante”. Veja o que diz o governador acreano sobre o foro do Mercosul: Página 20 - O Acre entra nesse ciclo do Mercosul pela suas experiências na área de desenvolvimento sustentável. Qual o interesse da participação do Estado nessa importante cúpula? Binho - Embora o Peru e a Bolívia não façam parte do Mercosul (a Bolívia está pedindo seu ingresso no bloco), o Acre nos últimos anos deu um “banho” em agilizar processos que em outros Estados levam décadas para acontecer. O governador Jorge Viana nos últimos anos conseguiu levar o asfalto até a fronteira, construiu a ponte binacional e iniciou vários contatos com o Peru e a Bolívia no sentido de melhorar o comércio e as relações de vizinhança. Isso tudo aconteceu sem esperar pelos trâmites burocráticos e até mesmo do Itamaraty. E isso aconteceu graças à iniciativa do governo do Estado. O Acre é um exemplo para o Brasil e para os demais países da América do Sul. Quando um governante quer, quando um governante tem desejo de realizar as coisas acontecem. E a características de prefeitos e governadores é essa, de fazer acontecer. O Acre é um dos bons exemplos e, por esse motivo, agora faz parte desse grupo de Estados da América do Sul que irá ajudar o Mercosul a andar com mais agilidade - especialmente nós, que até 2010 teremos uma relação com o Pacífico. Do nosso lado a estrada já está asfaltada e do lado do Peru o próprio governo do Acre conseguiu acelerar aquela obra, que envolve um conjunto de empresas que estão trabalhando de modo acelerado. Até 2010 essa obra estará concluída e vai mudar muito as relações fronteiriças do Brasil com o Peru e a Bolívia. Página 20 - O senhor esteve também com o presidente Lula. Quais os assuntos principais desse encontro? Binho - Esse encontro com o Presidente foi uma seqüência de uma conversa que eu já tive com ele. Lula demonstrou preocupação com a industrialização do Acre e nós discutimos o desejo que temos de fazer um plano de desenvolvimento e industrialização do Acre com colaboração plena do Governo Federal. Ele demonstrou bastante interesse e nós vamos continuar essa conversa na segunda-feira. O presidente gostou da conversa e pediu que déssemos o detalhamento disso na segunda-feira. Eu estarei em Brasília vendo o detalhamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e tendo uma conversa reservada com o Presidente para discutir o projeto do Acre. O presidente demonstrou total interesse em colocar o governo gederal à disposição desse projeto. E eu não poderia deixar de falar na BR-364. No encontro com o presidente eu voltei a falar da nossa prioridade com a BR, que é uma obra estruturante, que não tem só aspecto econômico mas tem também um caráter social do povo acreano. E o presidente me assegurou que essa obra vai estar entre as mais importantes do Brasil nos próximos anos. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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