| PÁGINA DO EMPREENDEDOR | |
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| Granja vence desafio de produzir no Acre Há seis anos o geógrafo Alberto Medeiros de Almeida dava início à sua granja com 200 galinhas poedeiras instaladas em galpões no chão tendo caixotes como ninho porque, apesar da boa vontade e do espírito empreendedor, não entendia nada de galinhas. De lá para cá foram muitas as idas e vindas treinando e trazendo técnicos, especialmente de Rondônia, para orientar a criação da Granja Nova Vista. Localizada no quilômetro seis do ramal da Piçarreira na área do antigo seringal Benfica, um dos principais problemas são as péssimas condições de tráfego para escoar a produção de ovos e receber a ração e outros produtos necessários para manter as aves. “Já houve casos em que passamos até uma semana sem poder tirar uma caixa de ovo de dentro da granja porque a chuva transforma o ramal num lamaçal que impede até a chegada de nossos trabalhadores”, relata Herbert da Costa Almeida, filho do proprietário que cuida da granja durante o dia e à noite cursa Administração com Análise de Sistemas no Iesacre. “A gente tem de se preparar para administrar o negócio”, enfatiza. QUANTIDADE E QUALIDADE O negócio iniciado com 200 galinhas hoje conta com 37 mil, estando 20 mil delas em fase de postura e outras 17 mil começarão a botar em poucos dias. Para garantir a renovação constante das botadeiras é necessário preparar novas aves, assim estarão recebendo em poucos dias mais cinco mil pintos vindos de Mato Grosso. “Aqui a gente tem de vencer um desafio por dia, assim, por exemplo, para ter os pintos que encomendamos do Mato Grosso temos de ir até Porto Velho porque eles não entregam aqui”. Auricélio Oliveira da Silva, o gerente da Granja Nova Vista informa que ela gera 15 empregos, dois deles na fabricação de 2.500 quilos de ração que são consumidos por dia pelas galinhas. “Todo o material desde o farelo de soja, de trigo, de ostra, calcário e até o milho vem de Mato Grosso para cá. Daqui compramos farinha de sangue e osso, de vez em quando aparece algum milho, mas é pouco”. PLANOS DE CRESCIMENTO Apesar de todas as dificuldades, o espírito empreendedor de Alberto e seus colaboradores já fazem com que planeje aumentar a produção diária que hoje é de 23 caixas com 30 dúzias (8.280 ovos) para 100 caixas, o que daria 36 mil ovos por dia, até o final deste ano. Isso fará dobrar o número de empregos e exigirá a aplicação de técnicas modernas de produção para vencer mais esse desafio. A atividade cresceu significativamente no Estado. O artesanato tem se tornando uma opção de emprego e importante fonte de renda à população. E para comemorar o dia dedicado ao setor (19), e principalmente avaliar e discutir políticas públicas para fomentar as políticas sustentáveis na área, que o Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Governo do Estado estará reunindo no dia 23, órgãos, instituições, cooperativas, associações e o público em geral, no I Seminário Estadual de Artesanato. Criar um espaço para um debate qualificado a fim de construir coletivamente parceiros-artesãos é o objetivo dos organizadores do seminário. O I Seminário Estadual de Artesanato traz como proposta analisar todos os trabalhos e projetos criados na área e nesse contexto discutir novas políticas a serem implementadas. Entre os palestrantes do seminário está a consultora do Sebrae nacional, Etel Tomás, que trabalha diretamente com gênero e empreendedorismo. Ela abordará como tema a mulher empreendedora, condições fundamentadas com êxito e as condições básicas para o sucesso. O técnico do programa Sebrae de Artesanato, Aldemar Maciel explica que al[em de Etel, o secretário de Planejamento, Gilberto Siqueira, fará uma contextualização sobre o cenário que se tem para o setor e apresentará o que foi feito pela sociedade civil e o Governo. Mais que um encontro de instituições e empresas envolvidas com o artesanato no Acre, o seminário se torna o primeiro de uma série que pretende discutir e praticar formas de alavancar o setor com qualidade. Neste encontro, o tema será trabalhado em três eixos da cadeia produtiva, que são: informação, formação e mercado. “A informação é para sabermos o que e quanto se produz. O segundo passo é investir na formação do associativismo, empreendedorismo. Dar capacitação técnica e melhorar a qualidade de acabamento e designer. E o mercado é para trabalhar a promoção e divulgação”, diz Aldemar. Aldemar afirma que houve um salto muito grande no setor de artesanato. E que o diferencial do trabalho no Estado é a matéria-prima totalmente regional, que é 99% extrativista, o que torna seu custo de produção bastante baixo. “Desde o ano passado que o Sebrae passou a trabalhar no programa somente com artesanato feito de matéria-prima regional, que tem um custo quase zero e agrega mais valor pelo diferencial. No fim do ano passado, participamos de uma feira em Minas Gerais e vendemos R$ 35 mil. O seminário é uma maneira de criarmos estratégias de atuação para o artesanato”.O evento pretende reunir não só o público que está envolvido no trabalho como também novos parceiros, principalmente os artesãos ou os que querem atuar na área. Mais informações pelo telefone 223-2100 Direcionamento atual da área de Gestão de Pessoas Marilyn Lyra Lima * Nesta era do conhecimento, as pessoas fazem a diferença. Em países e no ambiente empresarial. Se antigamente, o potencial era conhecido pelos seus recursos naturais, infra-estrutura e capital, hoje se reconhece que a diferença está na qualidade da sua dimensão social. Existe portanto uma diferença quando tratamos dos recursos de uma organização. No que se refere à pessoas. Estas não são recursos, pois pensam, criam, sentem, amam e transformam, inclusive a si próprias. Recursos, por sua vez, são passivos por natureza, podendo ser manipulados e consumidos. Muito embora este posicionamento esteja mudando, na prática, ainda observa-se as pessoas sendo tratadas como se fossem simples recursos, submetendo-as as ordens, a responder sem pensar, a viver a vida profissional carente de desafios, realizações e prazer. A Gestão de Pessoas, no atual contexto do trabalho deve ter sobretudo uma atuação holística, onde o colaborador deve ser contextualizado social, cultural e econômico e biologicamente. . A atuação deverá ser de desenvolvimento das competências associado a fomentação de seus conhecimentos, habilidades e atitudes. Outro fator preponderante é quanto a motivação. É fundamental a motivação para garantir o envolvimento e comprometimento do colaborador. Essa motivação está relacionada a uma política de valorização, reconhecimento e benefícios. Não se pode esquecer da importância do bom desenvolvimento de equipes, pois a velocidade em que as mudanças ocorrem, exige constantes adequação e adaptação, aos novos posicionamentos da organização. Neste ponto, o trabalho em equipe favorece muito ao fortalecimento da organização em seu projetos e processos. O profissional da Gestão de Pessoas, além de manter o papel de mediador entre gerencia e a direção, no sentido de manter uma política justa de reconhecimento, deve garantir a boa comunicação entre os objetivos da instituição e seus colaboradores no sentido de atende-los para o sucesso do empreendimento. No tocante ao recrutamento e seleção de pessoal, é importante a ênfase na escolha baseada nas competências. A Gestão de Pessoas deve ser, sobretudo estratégica e orientada para resultados. Precisa ter uma visão sistêmica, considerando a integração entre as áreas da empresa, respeitando o ambiente externo. Neste sentido, é necessária uma atuação descentralizada, participativa com base em resultados dos processos de avaliações existentes. A área de Gerenciamento de pessoas, também deve manter-se como referência dentro da organização, como fonte de informações aos colaboradores. Tem que ser ágil, moderna, informatizada, descentralizada e próxima do Ser Humano na Organização. * Psicóloga e Gerente da Unidade de Gestão de Pessoas do Sebrae no Acre Quais os passos a serem seguidos para o registro
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