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Hoje é o Dia Mundial da Água Acreanos assistem às transformações de seus mananciais hídricos. Mas o que fazer para mudar a ação destruidora nos rios e igarapés? |
![]() Grande quantidade de água é desperdiçada em ações como lavar calçadas e ruas |
Enquanto uns defendem com afinco a preservação dos mananciais hídricos do Estado, outros se mantêm na contramão e preferem assistir indiferentes ao desperdício de água potável e poluição dos rios e igarapés, que se tornaram cenas comuns do cotidiano. Apesar do alerta dos especialistas sobre o efeito da destruição desses recursos para a humanidade, uma parcela significativa da população ainda ignora o perigo da escassez dos mananciais e fecha os olhos para o estrago da água que derrama das torneiras e reservatórios domiciliares. Para comprovar essas afirmações não precisa se embrenhar pela periferia de Rio Branco. Basta observar a quantidade de lixo jogado nas margens dos igarapés e o desperdício de água nos domicílios. No entanto, muitos grupos se levantam em defesa da preservação do meio ambiente e da conscientização geral em relação à importância da água como fonte de vida. Para provar que a conscientização ainda é possível, um grupo de ambientalistas se levanta em defesa da preservação e realiza hoje uma “barqueata” envolvendo os produtores rurais do Catuaba e Belo Jardim. A caravana marítima subirá o rio colhendo o lixo jogado nas margens do manancial e encerrará a atividade às 16 horas, com uma manifestação no Calçadão da Gameleira. Eles contam com o apoio do Imac, Ibama, Semeia, Secretaria de Estado de Educação, Caixa Econômica Federal e gabinete do senador Tião Viana e Nilson Mourão, além da Associação dos Amigos do Rio Acre. O articulista político e árduo defensor do meio ambiente Abrahim Farhat, o Lhé, lembrou que o objetivo da “barqueata” é difundir os conceitos e práticas ambientais para uma conscientização sobre a importância da água para o ser humano. Segundo ele, a população está observando o rio Acre com olhar de filho pródigo. “Somos ingratos. Foi ele que trouxe os nossos antepassados e é o único que comanda a vida no Vale do Acre. Ele é internacional e revolucionário”, completou. Outro evento alusivo à data vai acontecer às 19 horas, no hall da biblioteca da Uninorte. Trata-se do pré-lançamento do livro “O Deslizamento dos Barrancos do Rio Acre: Causas e Efeitos”, escrito pelo geógrafo Thaumaturgo Peres de Almeida, pós-graduado em perícia ambiental. Na oportunidade, ele estará ministrando uma palestra sobre o conteúdo da obra e abordando a lei nº 9.433\97 de Política Nacional de Recursos Hídricos, Gestão ambiental, Diagnóstico, Planejamento Ambiental e monitoramento. Fatores que alteram a qualidade dos mananciais Urbanização, crescimento demográfico ou aceleração de ocupação urbana, erosão e assoreamento, recreação e lazer, indústrias e minerações, resíduos sólidos, córregos e águas pluviais, resíduos agrícolas e esgotos domésticos. “Os mananciais, de um modo geral, vêm sofrendo degradações em suas bacias hidrográficas, principalmente devido ao avanço da malha urbana, com um desenvolvimento desordenado associado à carência de coleta e tratamento de esgoto”, ressalta o geógrafo. Com isso, segundo ele, aumenta a deterioração da qualidade de água bruta, trazendo como conseqüência o aumento do consumo dos produtos químicos utilizados para o tratamento de água, com reflexos na qualidade do produto tratado. “Para os casos mais graves, há necessidade de tratamento avançado das águas ou até mesmo ocasionando a inviabilidade técnico-econômica da utilização do manancial para o abastecimento público”, assegurou. Medidas de caráter preventivo - Zoneamento: definição de usos para as diversas áreas de uma bacia hidrográfica, compatível com infra-estrutura sanitária e com a capacidade do meio de absorver as cargas poluidoras. - Definição de áreas especiais de proteção: estabelecimento de restrições quanto à ocupação, como por exemplo matas ciliares, áreas de vegetação abundante, encostas, áreas de recarga de aquíferos, alagados e pântanos. - Estabelecimento de faixas sanitárias de proteção: disciplinamento dos usos do solo localizados às margens dos mananciais, visando a sua preservação. Ações de proteção dos mananciais Ordenamento conceitual para o aproveitamento dos recursos hídricos e dos mananciais. |
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