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Raimundo F. de Souza * |
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Eleições na Ufac A Universidade Federal do Acre precisa de autonomia, especialmente financeira, para melhor administrar suas atividades e atuar de forma mais expressiva junto à comunidade. Necessita também incrementar uma participação mais efetiva e democrática, para que suas ações sejam e estejam integradas com todos os segmentos da instituição e em sintonia com as demandas do ensino superior, além de se unir para avançar rumo à consolidação da melhoria da educação do terceiro grau e da atividade de pesquisa perante a sociedade acreana. A situação está posta - e nas cores verde, amarela e vermelha. Professores, técnico-administrativos e alunos, logo mais no dia 5 de agosto, terão a oportunidade de escolher, via sufrágio interno, quem assumirá o comando da reitoria até 2008. As estruturas físicas, os potenciais em mão-de-obra (especializados ou não), as demandas, as ansiedades, as expectativas, as dificuldades, a escassez de recursos e a dependência do ministério, as picuinhas, as possibilidades de mudança entre outros aspectos, são questões que fazem parte do cotidiano dos candidatos. As expectativas para melhor, nesse prenúncio de novo mandato, certamente serão aguçadas. Que o vencedor esteja preparado para corresponder. No desenrolar de uma disputa entre pessoas de um mesmo ambiente de trabalho - amigos, conhecidos, apadrinhados, afilhados, repudiados, tolerados... -, enfim, participantes (diretos e indiretos) de uma mesma atividade, apesar de ser disputa política na essência, espera-se que não seja conduzida com a postura moralmente lesiva, conforme presenciamos na prática da política partidária, pois quem ganhar, obrigatoriamente, terá que administrar e conviver com “todos”, até com os desafetos, caso tenha produzido no período pré-eleitoral. Quanto às qualidades - mais dinâmico, mais simpático, melhor administrador, melhor trânsito na esfera federal, melhor conhecedor das questões universitárias entre outras -, os servidores deverão avaliar com muito cuidado no momento da votação. É oportuno salientar que as qualidades e os defeitos de cada candidato deverão ser avaliados, não em função de interesses e objetivos particulares, mas em detrimento de questões mais amplas, que envolvam a sobrevivência e a ampliação da instituição. Que os administrativos não busquem simplesmente a facilitação de alguma troca de setor ou cargo, promessa de alguma dispensa ou coisa do gênero, e que os professores não visem apenas possíveis promessas de cargos, redução de atividades, facilitação de transferências, entre outras benesses, mas avaliem o pretendente à reitoria objetivando a manutenção e a evolução da Ufac como instituição de ensino superior na região Norte. Esse período pré-eleitoral realmente constitui uma época especial de prática democrática, pois os servidores, dos mais humildes aos mais graduados, podem sentir a responsabilidade e o prazer de interferir nos destinos da instituição na qual prestam serviço e, conseqüentemente, vislumbrar a possibilidade de melhoria para si e para o futuro da educação universitária. A mudança é salutar e necessária, o direito de eleger representantes para administrar as universidades federais foi uma grande conquista para as comunidades universitárias, todavia, conforme acontece com as escolhas democráticas, ficamos expostos e à mercê de algumas “armadilhas” arquitetadas por grupos ou facções, às vezes com ou sem influências externas. Apesar de se tratar de uma disputa restrita a uma categoria, e ainda acontecendo no âmbito de uma instituição de ensino superior, em que se supõe haver determinado elevação no grau de conscientização, não estamos imunes ao risco de estar sendo utilizada para fins e interesses não condizentes com a nossa causa maior, que seria uma universidade autônoma, representativa na região Norte (especialmente no campo da pesquisa), ministrando ensino público e gratuito de qualidade e contribuindo para a melhoria de vida da população acreana. |
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