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Da Redação

 

O presidente da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, deputado Júnior Betão (PPS-AC), apresentará requerimento, em reunião extraordinária, na próxima terça-feira, às 14h30, solicitando a presença de representantes dos índios Cinta-Larga, do Estado de Rondônia, da Polícia Federal, da Cooperativa de Garimpeiros de Rondônia e do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes, para debater o massacre de 29 garimpeiros na mineração de diamantes na Reserva Roosevelt, em Espigão do Oeste, a 580 quilômetros de Porto Velho.

Rondônia agradece ajuda da Sejusp

O secretário da Segurança, Defesa e Cidadania, de Rondônia, deputado Paulo Moraes, telefonou na manhã de ontem para o secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, Fernando Melo, para comunicar oficialmente a fim da rebelião na Casa de Detenção José Mário Alves, conhecida por Urso Branco.

Morais agradeceu o apoio recebido da Segurança Pública do Acre e disse que a polícia rondoniense teve papel fundamental para que a violência não explodisse ou fugisse do controle. “Não invadimos o presídio para que não se registrassem mais baixas. Isso teria sido inevitável se essas baixas tivessem sido entre reféns. Felizmente a integridade dos reféns foi mantida e a polícia não precisou invadir. Agora é serenar os ânimos e partir para a reconstrução do que foi destruído.” Fernando Melo solidarizou-se com o colega rondoniense e se prontificou a ajudá-lo sempre que houver necessidade.

O governo do Acre emprestou equipamentos de defesa para os policiais que atuam no Urso Branco, em Porto Velho. Segundo a Secretaria da Segurança de Rondônia, entre os materiais cedidos estão escudos, coletes e máscaras, que poderiam ser utilizados pelos policiais em um possível confronto. (Assecom/Sejusp)

Segurança quer esclarecer caso de açougueiro que TEVE certidão de óbito falsificada

O diretor-geral de Polícia Civil, Walter Prado, encaminha nos próximos dias para a delegacia de Tarauacá o processo que apura a falsificação de certidão de óbito do açougueiro Pedro Paulo Monteiro, que descobriu recentemente que está oficialmente morto e enterrado no seringal Paraná do Ouro, naquele município. Prado quer o caso esclarecido.

Monteiro fez a descoberta por acaso, através do irmão de sua ex-mulher, Francisca Alves de Amorim: “Ela tem uma certidão de óbito sua”, teria dito o ex-cunhado ao açougueiro. A certidão foi expedida em 5 de dezembro de 1980, registrada às folhas 163 do livro 649.

Ele suspeita de que Francisca Alves o tenha dado como morto para receber benefícios do INSS. Na certidão de óbito figura como seringueiro. “Nunca peguei numa faca de cortar seringa”, afirmou. Ele também desconhece o seringal Paraná do Ouro, onde foi declarado como sepultado.

CNBB volta atrás sobre experiência sexual de padres

Indaiatuba, SP - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunida na 42ª Assembléia Geral, em Indaiatuba, distribuiu ontem uma nota de esclarecimento para tentar colocar panos quentes sobre a polêmica provocada por um relatório do Centro de Estatística Religiosa e Investigações Sociais (Ceris), divulgado no dia anterior. De acordo com o relatório, 41% dos sacerdotes brasileiros afirmaram ter mantido relacionamento afetivo maduro, interpretado pelos próprios bispos como relações sexuais, com mulheres.

Segundo a nota divulgada ontem e assinada pelo presidente da CNBB, cardeal Geraldo Majella Agnello, houve erro de interpretação. “Lamentamos e desaprovamos o constrangimento que trouxe, para nossa 42ª Assembléia, para nosso padres e para toda a igreja, a interpretação inexata dada a uma das perguntas”, diz o texto.

Na nota, o cardeal alega que “envolvimento afetivo inclui um vasto leque de empenho dos afetos humanos e não apenas a relação sexual”.

Entretanto, o documento acrescenta que “se fosse verdade que, em algum momento da vida, 41% dos sacerdotes tiveram alguma fraqueza ou queda no campo da castidade, isto ainda não poderia ser interpretado como situação estável de infidelidade ao dever do celibato”.

Agnello afirma ainda, no documento, “a importância e a necessidade da prática da castidade pelos presbíteros” e enfatiza que a mesma pesquisa aponta que 94% dos sacerdotes “sentem-se feliz com sua escolha e não hesitaria em optar novamente pelo sacerdócio”. A nota foi lida à tarde pelo bispo de São José do Rio Preto, d. Orani João Tempesta.

Questionado sobre outro exemplo de relação afetiva madura, Tempesta citou “o coração palpitar por alguém em um momento de sua vida”. E reforçou que a pergunta pode ter sido mal interpretada pelos que a responderam.

Insulto a Bush impulsiona venda de camisetas nos EUA

Seattle (EUA) - A roupa também pode expressar uma mensagem. O designer de moda urbana Tom Bihn descobriu que as mensagens escritas nas etiquetas das roupas podem ser passadas para o público. O artista confeccionou roupas com etiquetas que supostamente estariam insultando o presidente dos Estados Unidos, George Bush. As vendas de Bihn duplicaram desde que as etiquetas contendo as instruções de como lavar as mochilas e as maletas para computador - artigos que Bihn comercializa, além de camisetas - aparecem com insultos, sempre escritos em francês.

Nas frases, pode ser lida a seguinte mensagem: “Sentimos muito que nosso presidente seja um idiota. Nós não votamos nele.” Bihn foi muito cauteloso ao comentar sobre qual o presidente a que estaria se referindo. Sua campanha tem atraído o interesse da imprensa nacional, desde que um cliente de Seattle se deu conta das mensagens presentes nas etiquetas e publicou uma foto de uma das etiquetas em uma página da internet.

“Apóio a idéia de que é uma brincadeira comigo, que sou o presidente da empresa”, afirmou Bihn, porém, concluiu seu pensamento dizendo que “quando foram utilizadas as palavras idiota e presidente, as pessoas acabam tirando as suas próprias conclusões”.

O empresário também entrou no mercado de camisetas, e colocou uma grande etiqueta na parte da frente do produto.

Uma cidade salva urso abandonado pelo circo

Recife - O circo partiu e lá ficou, perdido em Iguaraci, no sertão de Pernambuco, o urso abandonado durante uma semana, em uma jaula, plantada no centro da cidade. Moradores de Iguarací não suportaram a situação do urso e o delegado local, Luiz Carlos Lins, pediu um laudo de um veterinário, que constatou falta de higiene, pelagem maltratada e alimentação imprópria - tudo o que o animal recebia era apenas angu e água.

Hoje, o urso pardo do Circo Hatary foi resgatado e deverá chegar, por volta das 23 horas, ao Horto de Dois Irmãos, na capital, a 365 quilômetros, onde irá ficar isolado, em quarentena, recuperando-se do estresse, maus tratos e alimentação inadequada a que foi submetido.

 

 
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Rio Branco-AC, 24 de abril de 2004
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