| POLÍTICA | |
Binho lança conjunto de programas para o desenvolvimento do Estado Planejamento estratégico feito por secretariado tem por objetivo causar impacto na economia acreana |
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Ações básicas, inclusão social, desenvolvimento econômico e infra-estrutura. Essas são as quatro áreas de atuação a serem atingidas diretamente com o conjunto de programas lançado ontem pelo governador Binho Marques, que em parceria com o empresariado acreano pretende dá uma injeção de ânimo para ver a evolução do Estado num ritmo acelerado. Para a apresentação do programa, o governador convocou uma reunião com empresários e líderes do setor privado, ocorrido no auditório da Federação da Indústria do Acre (Fieac). Durante a reunião, o governador disse que este é um dos passos mais importantes que o Governo dá, o passo que fará do Acre o melhor Estado para se viver na Amazônia. “Eu digo isso porque sei que com o investimento em indústrias é a economia do Estado que vai para frente, e conseqüentemente, é a melhoria de qualidade de vida que vamos conquistar. Vamos ter geração de emprego, inclusão social e muitos outros benefícios que chegarão a todos os acreanos, e não somente a um nível da sociedade”, destacou Binho Marques. Para que isto se torne realidade, o governador disse que contará com a integração entre o setor privado do Estado. Este setor é peça fundamental do planejamento estratégico feito pelo secretariado de Binho Marques, durante dois meses de trabalho. São dezenas de programas estruturantes que podem sofrer mudanças a partir de sugestões dadas por cada ramo industrial. Até o dia 15 de maio todos os programas deverão estar definidos e prontos para entrarem em fase de execução, garantiu o governador. Entre os programas propostos, estão a implantação e consolidação de parques industriais baseados na cadeia produtiva florestal, o programa integrado de manejo florestal de uso múltiplo, fomento e modernização da produção agroindustrial, turismo gerador de riquezas e trabalho com valorização cultural, infra-estrutura como suporte ao desenvolvimento sustentável (rodovias, hidrovias, aerovias, energia e comunicações), ações transversais (qualificação profissional e sistema de defesa animal e vegetal) e programa de investimento em obras públicas. Ao todo são 13 programas, sendo nove voltados para o desenvolvimento econômico e infra-estrutura e quatro voltados para a inclusão social com impacto na economia. “Esses programas são propostas de política de Estado e não só de governo. Por isso o nosso desejo é que ele não seja só uma coisa do executivo, que seja adotado também pelo setor privado. Só assim ele poderá funcionar de verdade”, completou. Empresários demonstram otimismo O presidente da Federação da Indústria, Francisco Salomão, esteve no evento representando todos os industriários do Acre. Ele disse que há um sentimento de otimismo muito grande com a iniciativa do governo do Estado em apoiar o setor privado com vistas ao desenvolvimento. “É muito inteligente da parte do governo fazer o que está fazendo. E as sugestões de programas são muito boas. Tenho certeza de que teremos muito o que aproveitar dessas idéias que estão no planejamento”, reforçou. Os programas garantem ainda que todos os setores cresçam uniformemente. Garantem também mais autonomia às indústrias, já que o planejamento está voltado para a criação de uma independência. “Para nós, empresários, é muito bom saber que o futuro nos reserva algo bom. E tudo isso é fruto de um trabalho cauteloso dos secretários, que mostram, acima de tudo, que o planejamento bom não é aquele que nos traz resultados imediatos. Mas que estaremos no caminho certo, com um trabalho em desenvolvimento, que pode receber cada vez mais investimentos em razão de estar sendo bem executado”, destacou o presidente da Associação Comercial do Acre (Acisa), Adem Araújo. Ele parabenizou a iniciativa do governo e disse que uma das grandes preocupações que a Acisa tem hoje não existirá mais depois que o conjunto de programas entrar em execução: a geração de emprego e renda. “Desde que começamos a governar deixamos bem claro que a nossa prioridade é com pessoas que estão abaixo da faixa de pobreza. Então é óbvio que faríamos um planejamento incluído o benefício à essas pessoas. Para isso o nosso trabalho visa atender todas as áreas, desde a construção civil até a saúde”, disse o vice-governador do Estado, César Messias. Desenvolvimento e equilíbrio Binho Marques disse que há projetos para a zona rural e para a zona urbana. O que há de benefícios para um há para o outro, garante ele. “Não vamos trabalhar desenvolvendo uma só área porque isso não traz bons resultados. Nós estamos disposto a trabalhar para reduzir esse desequilíbrio que existe no país, onde a capital é sempre mais favorecida que o interior. Por isso, o nosso ponto de partida são projetos de integração. Não quero pacotes fragmentados porque as possibilidades de ações darem certo são muito pequenas”, destacou. Paralelamente a isso, o secretário de Planejamento, Gilberto Siqueira, fez uma apresentação geral sobre os programas propostos pelo governo. Dentro da proposta há o Programa Especial de Superação da Pobreza, que inclui seis itens considerados prioritários, sendo eles: ampliações de ações básicas do serviço de saúde, oferta de ensino infantil, correção do fluxo de ensino fundamental e alfabetização de jovens e adultos; atendimento habitacional emergencial, Programa Bolsa Família/Adjunto da Solidariedade (universalização com piso de R$ 60 por mês), fomento à pequenos empreendimentos através do microcrédito e qualificação de mão de obra, e melhoria das condições domiciliares de saneamento. No total, as ações requerem um investimento de R$ 22 milhões. Programa Integrado de Saneamento Ambiental: Programa de Habitação de Interesse Social: Programa de Investimento em Obras Públicas A execução de todos os programas tem o valor previsto de R$ 3,37 bilhões de investimentos, segundo anunciou o secretário de Planejamento, Gilberto Siqueira. |
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