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Leonildo Rosas  

Pronto para a guerra

Foto: Regiclay SaadyPelo material bélico apresentado, os soldados do Exército Brasileiro parecem que estão prontos para a guerra. Na terça-feira, desfilaram com toda pompa por algumas ruas de Rio Branco. Se forem reforçar as forças americanas no Oriente Médio, Osama Bin Laden que se cuide...

Quem é oposição

Alguém precisa avisar ao ex-deputado Márcio Bittar (PPS), alcunhado pelos adversários de Márcio “Branquinho” Bittar, pré-candidato a prefeito de Rio Branco, que o candidato da oposição será o petista Raimundo Angelim. Nos últimos oito anos, ele sempre esteve lado a lado dos administradores que gerenciavam o município. A observação partiu de uma importante liderança da Frente Popular.

Eleição errada

A mesma liderança da Frente Popular foi além. “Branquinho Bittar, ao posar de autista, parece que está pretendendo concorrer a outro cargo. Não se vê ele falando sobre os problemas da cidade. Seu hobby é fazer ataques ao governo do Estado. Aí cabe a pergunta: ele será candidato a prefeito ou a governador?”, questionou.

Vigilante

Agente do Ministério Público confidenciou à coluna que o órgão irá proceder a averiguações na legalidade do processo licitatório lançado pela prefeitura de Rio Branco onde está posta a escolha da empresa responsável pela coleta e acondicionamento do lixo urbano. O processo envolve a bagatela aproximada de R$ 8 milhões ao ano. É muito dinheiro se comparado aos R$ 800 mil de que o poder dispõe para pavimentar ruas e tapar buracos na cidade.

Tomou doril?

Já se passaram mais de vinte dias que o ex-governador Romildo Magalhães (foto) foi nomeado gerente de Asfaltamento do município e até agora nenhum vivente teve o prazer de vê-lo nos bairros ordenando o fechamento dos buracos que proliferam na cidade. Pelo andar da carruagem, o feijoense vai repetir a performance ociosa que marcou sua passagem pela extinta Secretaria Municipal do Meio Ambiente, quando ela era o chefe de jardinagem. Uma coisa é certa: Romildo é polivalente.

Questão de vocação

Comentário do deputado Moisés Diniz (PC do B) sobre o prefeito de Capixaba, Lourival Mustafa, o Serraria: “Esse cabra é bom de voto mesmo. Se eleger com um nome de Serraria num Estado com vocação ecológica não é moleza não”. Serraria agora é comunista.

Coisas do destino

Com um prejuízo declarado de R$ 275 mil, o empresário gráfico Antônio Leônidas (Printac) culpou as autoridades pelo transbordamento do São Francisco, a quem acusou de descaso com a situação do igarapé. A história seria cômica se não fosse trágica. Durante mais de seis anos, sua esposa, Leila Medeiros, foi secretaria de Meio Ambiente do município e não moveu um centímetro para assorear o córrego. São coisas que apenas o destino explica.

Frente de serviço

Quando indagada sobre como o governo poderia ajudar a prefeitura da capital, a maioria da população afirma que a ajuda não deve ser em forma de dinheiro. Face à apatia administrativa do município, defende que o Estado coloque frentes de serviços nos bairros para socorrer a população. É uma alternativa mais do que sensata.

Folha fora do lugar

Nada contra manifestação pública. Mas cada um deve ter noção da importância do cargo que ocupa. Dentro desse princípio, não pegou bem, por exemplo, a presença do presidente municipal do PT, José Antônio Cordovil, o Folhinha, discursando contra a prefeitura ontem de manhã, durante a manifestação dos presidentes de associações de bairros.

Acertando o passo

Ontem à tarde, o diretório estadual do PT se reuniu para definir quais serão os próximos passos a serem dados pelo Grupo de Trabalho Eleitoral do partido. O momento é de definição e cada mexida no tabuleiro tem que ser bem pesada.

Desmoralização

Definitivamente, a Câmara de Vereadores foi desmoralizada. Sem acreditar nos parlamentares “mirins”, os representantes das associações de bairros foram pedir socorro aos deputados. Isso é triste.

Negando a idade

Comumente, omite-se a idade para não demonstrar que se está ficando velho. Esse, no entanto, não é o caso do PPS. Fundado em 1992, o partido nem entrou na adolescência e já quer ser octogenário. A observação partiu de um dirigente comunista. “Nesses anos todos, não mudamos nem de nome nem de lado”, comentou.

Síndrome de vice

Bem cotado para conseguir uma das vagas de vereador nas eleições de outubro, o professor Márcio Batista teme apenas uma coisa: a síndrome de vice. Atualmente, é vice-presidente da CUT, do Comitê Municipal do PC do B e segundo-suplente de vereador. “Espero que isso não dê caé eleitoral”, disse.

Bem calçado

Chamou bastante atenção a forma como alguns invasores da Fazenda Arco-Íris, localizada no ramal Abib Cury, chegaram ontem à sede da CUT para protestar contra o despejo. Em vez de chegarem a pé, desembarcaram em uma possante F-1000.

Aliança subalterna

O deputado federal João Correia (PMDB) faz questão de frisar que não aceitará que seu partido faça alianças subalternas. Entende que isso acontecerá caso se alie à Frente Popular ou à Frente Trabalhista. Acha mais oportuno lançar candidatura própria. Sua voz tem peso porque, além de parlamentar, é presidente regional da sigla

Pá de cal

Para João Correia, aderir a uma aliança como subalterno é a mesma coisa que jogar a última pá de cal no partido. É o velho axioma futebolístico: time que não joga não tem torcida. Alguém duvida que ele tem razão?

 

 
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Rio Branco-AC, 25 de março de 2004
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