OPINIÃO
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Nazinho Sant´Anna *

 

Contabilidade é muito mais que débito e crédito

É impressionante o quanto evoluiu a Ciência Contábil nas últimas décadas. Hoje falamos em harmonização de normas em nível internacional, em Balanço Social, lemos livros sobre a Contabilidade no Mercosul, vemos decisões emanadas por órgãos internacionais de Contabilidade, e outros assuntos de extrema sofisticação e importância para a evolução da Contabilidade sobretudo aliado a informática.

Entretanto, ainda vemos muitos profissionais passando à margem de todo esse processo.
Está na hora, aliás, já passou da hora, de contadores e empresários entender que a contabilidade deixou de ser apenas um acúmulo de débitos e créditos que possibilitam a elaboração das demonstrações financeiras e o preenchimento dos formulários fiscais, para se tornar uma das principais (senão a principal) ferramentas de gestão.

A Contabilidade não é um sistema de débitos e créditos apenas. É um sistema de informação, é uma ferramenta para análises, projeções, planejamentos, enfim, indispensável para o processo decisório de qualquer organização.

Portanto, é necessário que os profissionais de nossa área busquem um grau cada vez maior de conhecimento, não apenas em nossa área específica, mas em todas aquelas correlacionadas a ela. Conhecer a fundo a matéria contábil é essencial, mas poder conjugá-la com as técnicas e conhecimentos de outras ciências, como o direito, a administração, a economia, a estatística, e tantas outras, significa um diferencial.

O mercado está cada vez mais exigente, e não haverá espaço para profissionais desatualizados. Com a expansão escandalosa da informática, o débito e crédito já se tornam tarefa quase que totalmente automatizada. Nossa função agora se torna ainda mais nobre, ou seja, agora temos que abandonar a figura do escriturário, do preenchedor de guias e formulários, do contador meramente fiscal, que dedica mais tempo para prestar informações aos órgãos governamentais que aos seus clientes, e incorporar a figura do analista, do gerador de informações para a tomada de decisões empresariais, do auxiliador da gestão.

Porém, para tanto é necessário deter informação. Estamos na era da informação, quem a detém sobrevive, quem a ignora está fadado ao insucesso.

Por isso é imperativo que o profissional busque uma constante atualização, participando de cursos, palestras, voltando aos bancos da universidade, se inscrevendo em cursos de pós-graduação, seminários, cursos específicos e etc...

Essa mudança já começa a ocorrer em nosso estado, mas não na intensidade desejada. Vamos torcer para que se propaguem iniciativas como da Uninorte/Firb em oferecer cursos superiores, mas precisamos de mais, convênios com Universidades, inclusive promovendo cursos de pós-graduação, mestrado, doutorado, do qual sou um profundo sonhador, e espero que ele esteja errado e que possamos em breve dizer “o sonho não acabou”.

Vamos estimular e difundir a idéia das Associações de Profissionais da Contabilidade, como a Associação Profissional dos Contabilistas de São Paulo, Petrópolis, que tantos benefícios traz para os profissionais daquelas cidades.

E vamos esperar, também, que se concretize e seja bastante difundido o programa de educação continuada debatido pelo Conselho Federal de Contabilidade e pelos Conselhos Regionais, o qual certamente trará benefícios imensuráveis, elevando cada vez mais o nível do profissional, e, conseqüentemente, da profissão contábil.

* Contador formado pela universidade Mackenzie/Fapa, pos graduado em Auditoria com MBA em Controladoria, Auditoria e Tributos, mestrando em Sociologia, proprietário da Enterprise Acconting, professor da Uninorte.

 
 
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Rio Branco-AC, 26 de janeiro de 2007
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