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| Romerito Aquino | ||
Crise em descendência I Não teve jeito. Por mais que os tucanos e pefelistas tentaram estimular e superdimensionar a crise feita no governo do presidente Lula pelo deputado Roberto Jefferson não conseguiram o seu principal intento, que era o de tirar a possibilidade do presidente ganhar, no primeiro turno, as eleições presidenciais do próximo ano. Crise em descendência II A crise chegou ao seu ápice e o máximo que o PSDB e o PFL conseguiram foi deixar o prefeito paulista José Serra com a hipotética possibilidade de ir para o segundo turno com Lula. Como nesta semana a crise começou a entrar em descendência, o presidente Lula tem todo um corredor de mais de um ano para percorrer, recuperar terreno perdido e chegar imbatível em outubro do próximo ano. Crise em descendência III A vitória de Lula pode se consolidar porque a crise provocada pelo aliado do PTB já começa a fazer parte dos comentários comuns do povo de que tudo não passa de coisas cotidianas da política brasileira, que sempre foi muito desacreditada por parte da opinião pública nacional. Como o atual governo vem mostrando solidez nos vários outros setores da vida nacional, particularmente o da economia, a crise passa a contar cada vez menos na balança eleitoral. Crise em descendência IV A descendência da crise foi provocada particularmente pela demora na apresentação das provas concretas do envolvimento de membros do governo e da direção do Partido dos Trabalhadores (PT) com a corrupção nos Correios e em outras estatais, e com o mensalão usado que teria sido usado para comprar votos do PP e do PL em favor do governo. Como as provas demoram a aparecer, o povo começa, então, a acreditar que tudo não passa de disse-me-disse, de fofocas e de intrigas, ingredientes sempre muito cultuados pela maioria dos políticos do país, aqueles mesmos que o povo já conhece como “políticos profissionais”. Traição I No Congresso Nacional, por mais que o senador Geraldinho Mesquita tente atacar a biografia de figuras políticas como o presidente Lula, que foi, aliás, o responsável direto, junto com Jorge Viana, Tião Viana e Marina Silva, pela sua eleição ao Senado, não consegue, de maneira alguma, acabar com a pecha de “traidor” que passou a ter nos bastidores da política nacional desde que abandonou a Frente Popular do Acre. Traição II É muito comum alguém lembrar, por exemplo, que não foi a primeira vez que o senador Geraldinho Mesquita traiu aliados. A sua primeira traição, já admitida publicamente por ele próprio, foi quando abandonou o movimento estudantil de 1968 para voltar ao Acre a fim de ingressar no governo de seu pai, que fora indicado justamente pelo regime da ditadura militar, contra o qual os estudantes brasileiros lutavam ferrenhamente à época. Recursos das emendas I Na Esplanada dos Ministérios, a expectativa no meio da bancada federal do Acre é de que a redução da crise política atual vai coincidir, nas próximas semanas, com o início da liberação dos recursos das emendas de mais de R$ 180 milhões que os deputados e senadores do estado aprovaram no Orçamento Geral da União (OGU) deste ano. Somados aos recursos dos projetos do BID e do BNDES, os recursos orçamentários ao permitir ao estado dispor de nada menos que R$ 550 milhões para investimentos até o início do próximo ano, conforme já foi anunciado pelo próprio governador Jorge Viana. Recursos das emendas II A expectativa da liberação dos recursos das emendas ou até o seu empenho se deve também ao bom trabalho de articulação política e técnica que o coordenador da bancada, deputado Nilson Mourão (PT), vem fazendo há meses, junto com os assessores da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), nos ministérios e em outros órgãos federais sediados em Brasília. Presidida pelo prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim, a AMAC vem mostrando muita competência em ajudar os prefeitos acreanos a conseguir liberar recursos de investimentos para seus municípios. |
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