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Mainardi não comparece a audiência Colunista da revista Veja alega preocupação com sua integridade física. Justiça pode julgá-lo à revelia |
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Pelo menos 80 pessoas compareceram ontem ao Juizado Especial Cível para participar de uma audiência de conciliação, em decorrência do processo judicial movido contra o jornalista e colunista da revista “Veja” Diogo Mainardi, que embarcou na polêmica do presidente boliviano Evo Morales afirmando que o Acre não valeria um cavalo “pangaré”. O réu foi intimado a comparecer à audiência, mas não se fez presente por alegação de que estava preocupado com sua integridade física e mandou dois advogados para representá-lo. Sendo assim, o jornalista será julgado à revelia. Entre os reclamantes contra Mainardi que compareceram ao juizado estava a deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC). Ela foi uma das pessoas que participaram da mobilização do povo acreano contra as declarações feitas por Diogo. “Eu alertei o povo sobre o programa de que ele participou ‘avacalhando’ o Acre. A população mostrou sua revolta e levou a causa a sério”, comentou a parlamentar. O presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco, Jonas Costa, também estava entre os acreanos que se indignaram e entraram com processo contra jornalista. “Se a declaração partisse de uma pessoa que não tivesse acesso às informações, nós até relevaríamos, mas se tratando de um jornalista conceituado, como o Mainardi, não podemos aceitar isso. O nosso objetivo não é conseguir uma indenização, e sim que ele use o mesmo espaço para se retratar com o povo acreano”, destacou Jonas. O funcionário público Francisco Carlos, revoltado com as declarações de Mainardi, frisou que era um absurdo as bobagens que o jornalista escreveu sobre o Acre. “Temos que levar esse processo até as últimas conseqüências, ele tem que pagar pelas ofensas que fez ao povo acreano”, ressaltou. Durante a assinatura do processo por parte dos reclamantes, os presentes cantaram o Hino Acreano como forma de mostrar o orgulho que sentem por terem nascido no Estado. De acordo com a juíza de Direito Solange de Souza Fagundes, o processo será julgado à revelia e o juiz responsável por sentenciar o processo deverá levar em consideração três fatores. “Para comprovar o dano é necessário comprovar a ação - no caso as declarações feitas por Diogo Mainardi -, se os reclamantes foram prejudicados e também averiguar se as palavras ditas pelo réu têm relação com os danos causados”, explicou Solange. A juíza, responsável apenas pela homologação da sentença, informou que o resultado do processo deve ser conhecido em aproximadamente 20 dias. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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