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Rio Branco - Acre, sábado, 1 de fevereiro de 2003
Servidores do Saerb fazem
seminário para cobrar o PCCS

Evento pretende avaliar possibilidade de paralisação da categoria

Os mais de 200 servidores do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), fundado em 1997, descontentes como uma série de fatores que vêm acontecendo na instituição, procuraram o Sindicato dos Urbanitários de Rio Branco para expor suas reivindicações. Um dos assuntos mais relevantes para a categoria é o não-cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS), que acaba interferindo na qualidade dos serviços prestados à população.

O presidente do Saerb, Adalberto Ferreira, disse que o órgão está em uma situação difícil e por isso não assinou o PCCS da categoria. Mas, segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, o problema é que os recursos arrecadados pelo Saerb não são utilizados de maneira correta.

Jucá disse ainda que no prédio onde funciona a sede da autarquia 50% do espaço não é utilizado, sendo que o valor do aluguel é de R$ 10 mil. “O salário do presidente e diretores é de 8 mil e o dos cargos comissionados é de 3,3 mil. E grande parte dos funcionários recebe menos que 250 reais mensais”, afirmou.

O último reajuste dos servidores aconteceu em julho de 2001 em função de uma greve, que está sendo cogitada novamente caso não haja negociação. O PCCS será um dos temas abordados no Seminário dos Servidores Municipais, que acontecerá no próximo dia 7, às 8 horas, no auditório da Secretaria Estadual de Educação.

Cerca de 10 sindicatos da esfera municipal também participarão do evento, em que serão debatidos a questão administrativa e financeira das empresas, segurança do trabalho e outros assuntos.

Indícios de terceirização do saneamento urbano

Há fortes indícios de que a prefeitura esteja querendo terceirizar ou repassar o Saerb ao governo e o Sindicato dos Urbanitários é totalmente contra, alegando que isso não trará benefícios para os funcionários e nem para a população. “A Eletroacre, por exemplo, foi terceirizada e não deu certo”, argumentou Jucá.

Há tempos o sindicato vem tentando selar uma negociação com o presidente do Saerb a respeito do PCCS, criação da data-base, mas infelizmente até hoje não se obteve êxito. “Fazer acordos com o Adalberto Ferreira é muito difícil, ele é contra tudo que diz respeito ao sindicato. Nós sempre lhe enviamos ofícios e não recebemos, sequer, uma posição sua”, lamentou.

A situação na autarquia é realmente complicada, os funcionários estão ganhando cada vez menos e, por outro lado, os salários dos cargos comissionados são bastante “gordos”, segundo Jucá.

Não bastassem esses problemas, há quatro dias atrás um funcionário do Saerb, que não quis se identificar, fez uma denúncia ao Sindicato dos Urbanitários. Segundo ele, no dia 5 de dezembro de 2002 a instituição admitiu um funcionário, cuja matrícula é número 454, que não tem cargo nem função e recebe salário de 1,5 mil. O presidente do sindicato disse que o caso será investigado.

“Desgastados com tantos problemas, mas sempre dispostos a lutar pelos seus direitos, os servidores estão ansiosos com na parceria firmada entre a prefeitura de Rio Branco e o governo do Estado”, terminou.

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