
Sejam os rapazes denunciados por uma suposta “adolescente” culpados ou não, seja a tal denunciante menor de idade mesmo ou não (embora o benefício da dúvida, a depender de alguns setores da imprensa local, já não mais exista), um fato permanece.
O governo do Estado, ou os partidos da maioria, ou todos em conjunto, deve pressionar a federação, num lobby santo, por uma revisão extraordinária da Constituição, com caráter de urgência, para eliminar a prescrição em caso de crimes de pedofilia ou crimes sexuais de caráter idêntico.
A isso deverá seguir-se uma revisão urgente do Código Penal, fazendo com que a moldura penal desses crimes seja mais dura e exigente, aplicando-se medidas coercivas para acompanhamento médico permanente desse tipo de pessoas.
Este é um imperativo de consciência moral e legal e uma exigência de todos os acreanos, depois do que já se sabe - e deve ser apenas uma ínfima parte - com algumas dezenas de crianças e jovens no centro de Rio Branco (afora os casos que não vêm à tona por medo ou preconceito, às vezes dos próprios familiares).
Não pode haver apagamento ou prescrição para quem cometeu, continuadamente, estes horrores, e nesta matéria o Brasil precisa mais é igualar a legislação implacável que se aplica noutros países.
A pedofilia não se cura, não tem remédio - como diz a Classificação Mundial de Doenças Psiquiátricas - e esse é mais um motivo para essas pessoas terem uma vigilância especial e um sistema penal que os impeça de cometer novos atentados. Alterar rapidamente a Constituição é uma pequena medida, mas necessária, para o país, e o Acre vai junto se redimir dessa vergonha inaceitável.