
Grupos e blocos prometem realizar
uma das
melhores festas momescas nos bailes e praças
“...Quem me vê sempre parado, distante, garante que eu não sei sambar. Tou me guardando pra quando o carnaval chegar... Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar. Tô me guardando pra quando o carnaval chegar... Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar. Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...”.
Chico Buarque de Holanda em 1972 já traduzia o sentimento do povo brasileiro nas vésperas do carnaval, a festa mais esperada pelo povo que começa o ano jogando as mágoas na avenida ao som de muito samba e dos diversos ritimos que a cultura brasileira tem desde sua origem.
No Acre não poderia ser diferente. Grupos e blocos se formam nos bairros para fazer bonito nos bailes e praças onde a festa tomará conta da cidade. Na comunidade do Bosque, profissionais de diversas áreas já estão afinando os tamborins e preparando as fantasias para darem os primeiros gritos de carnaval devidamante vestidos com peruca e roupa de mulher. Liderados pelo radialista Denis Carvalho, o grupo de amigos promete chamara atenção este ano principalmente no bloco do mela.
A Prefeitura Municipal já anunciou que a festa mudará de local. Será na avenida Ceará, em frente ao estádio José de Melo. Segundo as informações da Fundação Garibaldi Brasil, as obras no antigo bebódromo estão concluídas a tempo da festa Momesca que começa ainda no dia 27, com a escolha da rainha e do rei momo. Na sexta-feira, 28, a organização pretende receber cerca de 5 mil pessoas no primeiro dia de folia. A festa só vai parar quatro dias depois na manhã de quarta-feira de cinzas com a tradicional festa dos músicos da PM. Todos os anos eles fazem uma pequena festa antes do início dos trabalhos. A festa já é uma tradição e reúne muitos curiosos.
Mas a festa maior deve ser mesmo é no calçadão da Gameleira. Reformado e com nova estrutura e cenário das fachadas restauradas com a arquitetura do início da cidade de Rio Branco. A festa nesse ambiente será ao som das marchinhas que fizeram história nos antigos carnavais. Mas a festa no Segundo Distrito (revitalizado com auto-estima renovada) também terá espaço para músicas recentes. Segundo os organizadores, o espírito dos foliões é que demonstrará o resgate da tradição e a história da festa popular.
“... Mas chegou o carnaval, e ela não desfilou. Eu chorei na avenida eu chorei...”. Quem não lembra com saudade dos velhos tempos dos melhores carnavais? Pois agora os tempos são outros, mas numa realidade melhor, e o carnaval de 2003 promete ser mais um na história a deixar saudades para as próximas gerações.