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Rio Branco - Acre, sexta-feira, 7 de fevereiro de 2003

Nova tecnologia de banco de dados
valoriza o trabalho do policial na rua

Os alunos do curso de formação integrada para a PM e Polícia Civil tiveram um dia de aula diferente ontem, a começar pelo local, o teatro Plácido de Castro de Castro.

Os alunos, em número de 700 (500 da PM e 200 da PC), foram divididos em duas turmas (manhã e tarde) e puderam ouvir uma palestra do coronel da reserva da PM de São Paulo, Paulo Fontes, sobre novas estratégias para segurança pública, seguida de uma explanação do analista de sistemas Marcelo Ribeiro sobre o PCP, Programa de Prevenção e Controle Permanente dos Índices de Criminalidade, programa que deve ser instalado no estado pela Fundação Atech.

A programação ainda teve a apresentação de uma Introdução à Análise Criminal pelo major PM Paulo César e finalizou com a apresentação de uma fita de vídeo em que o criador da teoria das ‘Janelas Quebradas’ foi entrevistado coletivamente.

O programa PCP da Atech, já instalado em Pernambuco, fornece vários subsídios para novas estratégias de ação policial, baseado na análise dos dados registrados em boletim de ocorrência oferecendo vários tipos de análise criminal que permitem a tomada de decisões eficazes, que melhor mobilizem os recursos humanos e materiais.

Ao final, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Fernando Melo explicou aos presentes que a Atech vai fornecer a tecnologia mas o sistema será montado com a ‘cara do Acre’, de acordo com nossa realidade. O secretário chamou a atenção dos alunos que serão futuros agentes, escrivães e delegados da Polícia Civil e soldados PM que dentro da nova concepção de segurança pública, o policial, o homem que está na rua tem suas opiniões e sugestões valorizadas.

O importante segundo o secretário é prevenir os pequenos crimes para que os grandes não prosperem e para isso é fundamental o permanente diálogo com quem está atuando na ponta que devem passar as informações para quem está no planejamento sugerir as ações necessárias. Para Fernando Melo, o importante é dificultar as ações dos pequenos criminosos, para que estes, não encontrando facilidades no início da vida criminosa possam mudar o rumo que estavam tomando.

O secretário, relembrando considerações do coronel Paulo Fontes explicou que ‘crime é negócio’ e se o ‘negócio’ é bom e nada acontece com o infrator a tendência é continuar e, pior ainda, ampliar. Para ele, os pequenos crimes se não dificultados ou coibidos no início acabam transformando o infrator em assaltante.

“Da mesma forma acontece no trânsito”, explicou. “O infrator começa por estacionar em local proibido, se nada acontece, vai avançar o sinal vermelho, termina por dirigir bêbado e o final da estória é a tragédia.”

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