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Rio Branco - Acre, terça-feira, 11 de fevereiro de 2003
A improbabilidade de Deus

Essa ameaça de Terceira Guerra Mundial, com a criação de um suposto “eixo do mal” pelo presidente norte-americano, faz pensar. Muitas das coisas que as pessoas fazem, fazem em nome de Deus. Os irlandeses mandam-se uns aos outros pelo ar em seu nome. Os árabes mandam-se a si próprios pelo ar em seu nome. Os imãs e os aiatolás oprimem as mulheres em seu nome.

Os papas e os padres celibatários destroçam a vida sexual das pessoas em seu nome. Os shohets judeus cortam a garganta de animais vivos em seu nome. As proezas da religião no passado - cruzadas sangrentas, inquisições que praticam a tortura, conquistadores que assassinam em massa, missionários que destroem culturas, resistência legalmente reforçada a cada nova verdade científica até ao último momento possível - são ainda mais impressionantes.

E tudo isto para quê? Muitos acreditam que se torna cada vez mais claro que a resposta é absolutamente para nada. Não há nenhuma razão para a espécie humana acreditar que existam quaisquer espécies de deuses e há muito boas razões para que se acredite que não existem e nunca existiram.

Teria sido tudo um gigantesco desperdício de tempo e de vida. Seria uma anedota de proporções cósmicas se não fosse tão trágico. Se isso é verdadeiro ou falso, é questão de opção - de fé, como querem alguns. Mas que explica, substancialmente, o visível retardamento da evolução humana ao longo dos séculos de ditaduras religiosas, isso explica.

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