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Rio Branco - Acre, sexta-feira, 14 de fevereiro de 2003
Qualidade e custo de vida no Acre

Entre o salto da economia de subsistência e o desenvolvimento sustentável, o Estado do Acre deverá passar por diversas mudanças e fases. Algumas, bem dramáticas. É o caso da superação - ou minimização - do impacto negativo causado pelas ondulações na economia globalizada.

Em franco declínio, o método de desenvolvimento humano praticado no Ocidente desde a Revolução Industrial chegou a seu ápice. Nunca, na história da humanidade, fóruns, congressos, cúpulas e protestos temáticos atingiram dimensões planetárias com tamanho sucesso. O desenvolvimento sustentável, nascido e sintonizado com o método de vida das minorias (indígenas, caboclos, povos da floresta, enfim, os que sobreviveram à dizimação cultural), é a expressão perfeita da alternativa.

Desnecessário dizer que essa alternativa não diz respeito apenas aos amazônidas e aos países que não acompanharam o “ritmo” - retrógrado - da corrida tecnológica. A questão é mundial. O desejo, também. Pela mesma razão, seria prudente cobrar de todos os que um dia se beneficiarão desse projeto uma cooperação para evitar ou diminuir o formidável impacto da transformação.

Pode-se começar pelo fim do solapamento ao poder de compra da população, efeito arterial do reajuste da cesta básica mais o aumento do custo de vida. Integrantes da “velha economia”, esses problemas comprometem o planejamento, no médio e longo prazos, da população e do poder público. É, por isso mesmo, o coração da mudança.

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