
Parque é opção para todas as camadas sociais
Milhares de pessoas freqüentam
o local diariamente como
acesso ao trabalho e também para praticar esportes
Desde que foi inaugurado, em setembro passado, o Parque da Maternidade não pára de receber gente todos os dias. Segundo a direção, cerca de dez mil pessoas freqüentam o parque diariamente. “Os usuários começam a chegar às 5 horas da manhã, mas não são só pessoas fazendo caminhadas por esporte, um grande número de pessoas utiliza o parque como via de acesso ao trabalho, tanto a pé como de bicicleta”, conta a administradora do parque, Teresinha Oliveira Barros.
É comum também se ver no parque autoridades públicas, empresários, pessoas da alta sociedade, juízes, promotores e delegados fazendo caminhadas ou acompanhando os filhos nos parques infantis. Ao mesmo tempo as pessoas mais humildes também se sentem muito à vontade no local.
“A idéia original do Parque da Maternidade foi construir um espaço democrático, onde todos os moradores de Rio Branco pudessem freqüentar e realizar práticas saudáveis”, conta o governador do Estado, Jorge Viana. Ele também costuma fazer suas caminhadas pelo percurso de seis quilômetros do parque. Domingo passado ele esteve com seu irmão, o senador Tião Viana, fazendo também um passeio pelos calçadões.
“Nós estamos organizando uma série de programações para serem realizadas no Parque. Temos uma equipe trabalhando para oferecer mais opções e atrair mais pessoas para a prática de atividades saudáveis aqui. Uma das idéias é fechar aos domingos uma das vias de automóveis para aumentar o espaço dos pedestres”, adiantou o governador durante a caminhada.
Cleudo Meireles, morador do conjunto Manoel Julião, freqüenta o parque sempre que tem uma folga do trabalho. Ele conta que o parque está sendo mais utilizado como acesso de pedestres para o centro da cidade. “Quando você caminha no parque quase não sente que está fazendo um longo percurso. Só o prazer de estar numa área verde, em contado com as pessoas, encontrando com os amigos, já transforma a caminhada num lazer e você nem sente que fez a caminhada. Mas quando se caminha numa avenida barulhenta e cheia de fumaça, o cansaço, o estresse triplicam”, opinou ele .
Segundo os praticantes antigos da caminhada, muitos espaços privados de lazer estão perdendo espaço para o parque. Eles contam que as pessoas que caminhavam antes no Circulo Militar, por exemplo, agora estão preferindo caminhar no Parque.
Milhares de ciclistas utilizam
as ciclovias para chegar ao trabalho
Muita gente não repara, mas a bicicleta é um dos veículos mais utilizados na capital acreana. Estima-se que hoje, em Rio Branco, existam pelo menos 80 mil bicicletas circulando no trânsito da cidade. É um veículo barato que não necessita de combustível, e, para pequenas distâncias, é o transporte ideal. Por isso milhares de rio-branquenses se utilizam desse veículo todos os dias para chegar a seus trabalhos.
Esses cidadãos receberam um grande benefício com a criação do Parque da Maternidade. Os idealizadores do parque também pensaram no trabalhador que anda de bicicleta e construíram toda uma infra-estrutura preparada para atender suas necessidade e melhorar sua trajetória e conforto no trânsito.
Quem mora nos bairros próximos ao parque só anda agora pelas ciclovias. “É mais seguro e divertido pedalar pelo parque. Parece que a gente chega mais rápido no centro”, diz o vendedor ambulante, Natanael Freitas, morador do bairro Irineu Serra. Ele é mais um dos milhares de ciclistas que freqüentam o Parque da Maternidade durante a semana, não para fazer ginástica, mas para trabalhar.
Além das ciclovias, o parque também disponibiliza locais para estacionamento das bicicletas com os ganchos para corrente de segurança. Assim, muitos que antes tinham que deixar suas bicicletas em locais impróprios agora as deixam guardadas no parque, enquanto estão no centro resolvendo seus problemas. A idéia da administração é expandir esses locais para outras áreas da cidade.
Limpeza e segurança constante
garantem conforto dos usuários
A administração do Parque da Maternidade intensifica as ações de manutenção, conscientização e vigilância nos seis quilômetros de extensão do parque.
A administração padronizou os uniformes dos 180 profissionais que trabalham cuidando das instalações do Parque. Além das equipes da própria administração, os ambulantes cadastrados que trabalham nas áreas determinadas no parque também receberam uniformes padronizados.
A coleta de lixo no parque é feita pelo Deracre. Os profissionais de limpeza e jardinagem estão vestidos agora com uniforme padrão com a cor verde e carinhos vermelhos. Um veículo do Deracre faz duas rondas diárias retirando o lixo do parque e dos moradores das margens, que antes jovem os resíduos no próprio canal.
O pessoal da vigilância veste agora preto e facilita a identificação dos usuários que tiverem algum problema dentro do parque. Tem ainda os que atuam na fiscalização comercial, pois há uma tentativa de muitos ambulantes de comercializarem irregularmente no parque seus produtos. No parque hoje, são apenas 20 ambulantes legalmente trabalhando.
Opiniões são favoráveis
“Para a gente que anda muito de bicicleta, esse
local aqui melhorou bastante o nosso dia-a-dia. Agora eu chego ao centro sem
me irritar. Antes andar entre os carros era muito perigoso”.
Natanael Martins de Freitas - vendedor ambulante, bairro Irineu Serra
“Estou trabalhando aqui no parque desde junho do
ano passado e é um trabalho muito bom para nós todos daqui.
Eu venho de bicicleta e passo o dia cuidando dos jardins. É uma maravilha,
uma tranqüilidade”.
Donato Maciel de Souza - jardineiro, bairro Estação Experimental
“Venho aqui todos os dias desde que ele foi inaugurado.
É um local maravilhoso para desopilar. Acho muito louvável a
iniciativa de construção desse espaço, pois antes não
havia opções, agora todos podem vir aqui sem pagar nada”
Américo Teixeira - professor, bairro Adalberto Sena
“Infelizmente não venho aqui sempre. Queria
poder estar sempre aqui, pois acho esse local muito bom para o lazer. Agora,
eu acho que deveria ter mais opções, como espaços de
música popular”
Cristina Magalhães - estudante, bairro Valdemar Maciel
“Eu caminho aqui sempre quando estou indo para casa
da minha filha, que mora na Cadeia Velha. Ao invés de ir pelas avenidas,
prefiro caminhar dentro do parque. É mais divertido e saudável”
Aldelice de Souza - agricultora, Estrada Transacreana
“Para mim é muito bom porque é mais
uma opção. Antes só havia a praça lá no
centro para ver as pessoas, encontrar os amigos. Agora é bem diferente:
onde antes só havia mato está essa maravilha”.
Jevanilde de Souza Silva - estudante, bairro Cadeia Velha