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Rio Branco - Acre, sábado, 15 de fevereiro de 2003

Moradores da Transacreana denunciam toyoteiros que cobram taxas pesadas

Segundo os colonos, freteiros cobram até 200 reais até o posto de saúde mais próximo

Os toyoteiros - freteiros que cobram pelo transporte de colonos e produtos agrícolas - da Estrada Transacreana estão cobrando taxas abusivas. É o que alegam os produtores, que denunciam valores que oscilam de 15 a 200 reais por um simples deslocamento até um posto de saúde mais próximo, por exemplo.

Os toyoteiros existem em praticamente todos os ramais de Rio Branco. Sem sindicato, organização ou fiscalização, os profissionais do volante respondem por boa parte dos produtos transportados até o mercado local. A denúncia deve abrir um debate sobre a fiscalização dessa categoria, que faz das más condições nos ramais uma opção de vida.

“Outro dia tinha um senhor muito idoso e doente no quilômetro 52. Precisava de socorro médico urgente. Os toyoteiros que nós consultamos não cobravam menos de 200 reais, mesmo o ramal sendo muito melhor até que a estrada principal”, denuncia a produtora rural Francisca Oliveira, 59.

O idoso adoentado, identificado apenas como “Garimpeiro”, acabou atendido por uma rede de solidariedade criada no programa “Gente em Debate”, na Rádio Difusora local. Voluntários resolveram agir e leva-lo até os médicos.

Outra denúncia nos ramais é o transporte ilegal de combustíveis em galões mal acomodados nas carrocerias das Toyotas, uma prática proibida pela atual legislação de trânsito. Sem fiscalização, acontece ainda de vários colonos serem levados em péssimas condições, em pé ou sentados nas carrocerias.

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