
Estudante é acusado de tentar matar
a mãe para ficar com herança da família
Empresária recebeu dez facadas
enquanto
dormia em sua casa, no bairro da Cerâmica
J. Guimarães
A proprietária da confeitaria Doces Tropicais, Maria Railda Carvalho da Silva, 40, residente na travessa Amapá, bairro Cerâmica, foi esfaqueada ontem de madrugada enquanto dormia. A polícia acredita que o crime tenha sido praticado pelo próprio filho da empresária, o menor A.C.N., 14, na intenção de apossar-se da herança da família.
Segundo a polícia, o agressor apagou a luz para entrar no quarto da vítima, sufocou-a com o travesseiro e a atacou com as facadas e só não a matou porque ela reagiu. Em meio às trevas, ambos agarraram-se, travando uma luta corporal, enquanto a vítima gritava por socorro.
A vizinha Maria de Lurdes Rodrigues acordou pelos gritos da amiga e ao abrir a porta para verificar o que estava acontecendo se deparou com Maria Railda banhada em sangue, tentado pular o muro. “Ela estava em cima do muro tentado passar a perna para o outro lado, e pela força que fazia dava para perceber que alguém a puxava”, relata.
O esposo de Maria de Lurdes ajudou a empresária a pular o muro e o levou ao pronto-socorro, onde ela já chegou inconsciente e permanecia até as 16 horas de ontem em estado de coma.
A.C.N. disse aos vizinhos, ao ajudar embarcar a mãe no carro, que as facadas foram desferidas por dois homens que invadiram sua casa enquanto a família dormia. Mas a polícia não acreditou em sua versão e passou a desconfiar dele, que até as 13 horas de ontem estava desaparecido.
De acordo com o irmão da vítima, José de Oliveira Carvalho, o sobrinho é usuário de droga e ultimamente andava revoltado com a mãe, que teria lhe cortado a mesada. “Não estou afirmando que foi ele, mas tenho minhas razões para desconfiar dele e de seus colegas usuários de droga”, declara José de Oliveira.
Ontem pela parte da manhã uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) esteve no endereço da empresária e constatou que a casa não foi arrombada, reforçando a desconfiança da polícia de que o crime foi cometido por alguém que estaria no interior da residência.
Vendia droga no Terminal Rodoviário
Uma equipe da Polícia Militar prendeu em flagrante, quinta-feira à tarde, Jackson Oliveira da Costa, 26, morador do bairro Cidade Nova, rua Poço de Caldas, acusado de tráfico de droga no bairro onde mora.
Ele foi surpreendido pelos policiais justamente no momento em que vendia pasta base de cocaína a um viciado identificado apenas por “Papagaio” em um bar nas imediações do Terminal Rodoviário.
Com ele a polícia encontrou seis trouxinhas de pasta base de cocaína, e material para embalar substância entorpecente, que segundo ele seria vendida no local.
A prisão do acusado só aconteceu graças a um comerciante do próprio Terminal, que ligou para o telefone 190 da Polícia Militar e o denunciou.
Saiu de casa com R$ 20 mil para
comprar colônia e desapareceu
A dona de casa Ernedina Alves Mâncio, 52, natural de Minais Gerais, procurou a 2a Unidade de Segurança Pública (Quinze) ontem à tarde, para comunicar o desaparecimento de seu marido, Gênesis Eduardo Amâncio, 58, que saiu do hotel, onde o casal está hospedado, com R$ 20 mil reais no bolso, terça-feira pela manhã, para comprar uma colônia e desapareceu.
Segundo Ernedina, o casal estava em Rio Branco, há cerca de uma semana, procurando um lote de terra para comprar, e terça-feira pela manhã chegou ao hotel um homem identificado apenas por “Galileu”, alegando que queria vender uma colônia na região de Vila Capixaba. Gênesis montou na garupa da moto alegando que voltava no mesmo dia e até hoje não retornou.
A polícia de Vila Capixaba foi acionada, mas até as 18 horas de ontem ainda não tinha conseguido informações a respeito de Gênesis e nem do homem com quem ele teria viajado.
A única informação adquirida até a tarde de ontem era de que “Galileu” seria um elemento de alta periculosidade, com várias passagens pela polícia, inclusive por tentativa de homicídio.
Motoqueiros matam cobrador
de ônibus a tiros de revólver
Dois homens em uma moto, um deles com colete de mototaxista, aproximaram-se do ônibus da empresa ETCA, que faz a linha do bairro Adalberto Aragão, quinta-feira à noite, e mataram o cobrador Adonay Pereira de Freitas da Silva, 39, com três tiros de revólver, dois deles no peito esquerdo.
Os colegas de trabalho de Adonay relataram à polícia que eram 21h30 quando os motoqueiros chegaram no ponto final do ônibus Adalberto Aragão, um deles levantou o capacete para que Adonay o reconhecesse e o chamou para trás do ônibus, onde o matou.
“O homem que estava na garupa da moto bateu na janela do ônibus levantou o capacete um pouco e chamou Adonay, que desceu e ao rodear o carro foi recebido à bala. Os dois primeiros tiros foram no peito e o terceiro, disparado quando ele já estava no chão, foi nas cotas, bem em cima do ombro”, declarou o motorista, que não quis ser identificado.
A polícia foi acionada e o Grupo Antiassalto ainda chegou a trabalhar com a hipótese de latrocínio (assalto seguido de homicídio), mas depois de algumas horas de investigação chegou à conclusão de que o crime foi um acerto de contas e passou o caso para os agentes da 1a Unidade de Segurança Pública (Cadeia Velha), onde o crime foi registrado.
Adonay Pereira Freitas era irmão do sargento PM R. Freitas, também assassinado há cerca de dois anos. Ele já tinha cumprindo pena por tráfico de droga na penitenciária Francisco de Oliveira Conde e ultimamente vinha sendo jurado de morte, segundo a polícia, por um grupo de traficantes.