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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 20 de fevereiro de 2003
A força do bom senso

A questão dos limites do Acre está sendo tratada pelo governador Jorge Viana nesta edição com a serenidade que lhe é peculiar. Ele defende a necessidade de um amplo debate com os governos dos Estados do Amazonas e de Rondônia sobre a questão, com vistas a facilitar o desenvolvimento regional.

São irrefutáveis os argumentos de que as populações de alguns municípios amazonenses e de vilas rondonienses se relacionam mais culturalmente e economicamente com Rio Branco do que com Porto Velho ou Manaus.

As mudanças dos primeiros quatro anos de governo e o horizonte que se ampliou com a reeleição do governador têm despertado enorme interesse dessas populações vizinhas em se integrarem ao nosso desenvolvimento.

Vereadores de Boca do Acre (AM), por exemplo, vieram pedir ao governador do Acre para que interceda em Brasília no sentido de que o município seja incorporado ao Estado. Apelos nesse sentido abrangem outras cidades vizinhas e demonstram o grau de credibilidade que atingimos na política.

O caso das populações da região conhecida como Ponta do Abunã é outra referência que se enquadra na argumentação serena do governador. Extrema e Nova Califórnia têm uma população que está politicamente vinculada a Rondônia, mas sonha em se tornar acreana.

O que está em jogo não é a conquista de terras, mas a responsabilidade do poder público em atender um contingente populacional carente de assistência e auto-estima.

Muita gente julgou que o senador Sibá Machado havia entrado atravessado quando reabriu o debate em torno dos limites do Acre. A serenidade do governador Jorge Viana surge agora como a maior aliada do senador.

Essa é mais uma causa que merece ser debatida amplamente por todos nós.

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