
O governador Jorge Viana e o senador Tião Viana, após uma demorada briga surda com a diretoria da Eletronorte, conseguiram fazer com que prevalecessem os interesses estratégicos do Acre em relação ao “linhão elétrico”.
O projeto do gás natural de Urucu tem o objetivo de ofertar energia à região amazônica produzindo, a custo competitivo, cerca de 6 milhões de m3/dia de gás natural nos campos de Urucu, na Bacia do Solimões (AM), a segunda maior reserva de gás natural do Brasil.
Trata-se de um projeto abrangente, com a participação de investidores privados, incluindo o transporte de gás de Urucu por gasodutos até Porto Velho (RO) e Manaus (AM), numa extensão de 700 km; a adaptação de usinas termelétricas e a linha de transmissão Porto Velho-Rio Branco, com 500 km.
Existem estimativas de uma economia de R$ 200 milhões por ano, uma vez que a geração ficará em torno de US$ 40/Mwh, enquanto o custo médio atual da energia na região é de US$ 100/Mwh.
Acontece que a ex-diretoria da Eletronorte se mostrou equivocada ao propor a transferência da geração de energia do Acre para Rondônia, sem considerar o nosso projeto de desenvolvimento sustentado baseado na florestania.
Valeram a energia e a tenacidade do governador e do senador em apontar a vulnerabilidade de um sistema desconexo da nossa estratégia de mudar a matriz energética, que tem sido o maior entrave ao desenvolvimento do Acre.