
Jorge Viana sugere aperto durante
encontro de governadores com Lula
Ele defendeu a tese de que todos têm que perder agora e ganhar adiante, quando o país estiver fortalecido financeiramente
Romerito Aquino
O governador Jorge Viana participou ontem do primeiro dia da reunião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está fazendo com todos os governadores para discutir os princípios das reformas tributária e previdenciária, consideradas essenciais para melhorar a situação econômica e social do país.
Jorge Viana repetiu na reunião a tese de que todos os governos terão que perder agora, para ganhar lá na frente, depois que o país estiver fortalecido financeiramente. Segundo o governador, o presidente deve discutir com os governadores o que for possível se chegar a um consenso na relação entre União, estados e municípios.
“O que não for consenso deve ser encaminhado para o embate democrático do Congresso Nacional”, assinalou o governador, que foi um dos mais procurados pela imprensa nacional ao final da reunião com o presidente, que prossegue hoje na Granja do Torto.
O presidente Lula, por sua vez, declarou na reunião que está muito mais otimista agora sobre a possibilidade de alcançar a reforma tributária num breve espaço de tempo. O relato sobre as declarações do presidente foi feito pelo porta-voz da Presidência da República, André Singer.
Segundo Singer, o presidente abriu a discussão às 10h30, destacando o fato raro, quase inédito, de uma reunião entre o presidente, ministros e todos os governadores. Lula destacou em seu pronunciamento a importância das reformas tributária e da Previdência para o País.
O presidente disse ainda que, historicamente, os estados sempre buscaram resolver esses problemas de forma isolada, mas que este não é o melhor caminho. O presidente disse, ainda, que se houver acordo, será possível resolver a questão de forma mais rápida e favorável.
Singer relatou que todos os governadores tiveram a oportunidade de falar durante a reunião. Participam da reunião também o vice-presidente José Alencar e os ministros José Dirceu (Casa Civil), Guido Mantega (Planejamento), Antonio Palocci (Fazenda), Luiz Dulci (Secretaria Geral), Ricardo Berzoini (Previdência), Tarso Genro (Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) e os líderes do governo no Senado, Aloísio Mercadante, e na Câmara dos Deputados, Aldo Rabelo.