
Nesta sexta-feira começa o Carnaval 2003. Bailes em clubes e festas nas ruas das cidades acreanas vão reunir milhares de foliões durante cinco dias, até que tudo se acabe nas cinzas da quarta-feira.
Carnaval, se por um lado é sinônimo de alegria, também é motivo de preocupação. A tendência natural é que haja um crescimento acentuado da violência, em razão do aumento considerável do consumo de bebidas alcóolicas ou outras drogas mais pesadas.
Exaltados pela ingestão do álcool, alguns terminam por cometer atos dos quais podem se arrepender depois que vem a sobriedade.
Foi justamente para se prevenir contra os excessos e pensando em garantir uma festa momesca tranqüila que o governo do Estado reuniu a cúpula da segurança pública e decidiu colocar todo o efetivo policial nas ruas.
Essa decisão da administração estadual se apresenta como louvável, porque é sabido que a presença dos policiais inibe as possíveis tentativas de criar desordem.
Ao tomar a decisão, o governador Jorge Viana repete o exemplo do ano passado, quando o planejamento antecipado das ações garantiu o Carnaval mais tranqüilo da história acreana. Na contabilidade final não foi registrada uma única morte.
O sucesso de 2002 é plenamente viável de ser repetido este ano. Basta que os próprios foliões saiam de suas casas com o espírito desarmado e com o único objetivo de brincar ao som das tradicionais marchinhas ou dos ritmos mais balançantes como a axé-music.
Vale destacar, todavia, que, embora tenha orientado os policiais a tentar contornar as eventuais desavenças com diplomacia, o governador não descartou a adoção de medidas drásticas contra os mais afoitos. Com isso, visa assegurar que a maior festa popular do Brasil transcorra em clima de paz, enfeitada por pierrôs, colombinas, paetês e purpurinas.