
Mulher é acusada de contrabando de droga
Foram encontrados com a acusada 250 gramas de pasta-base de cocaína
J. Guimarães
O Comando de Operações Especiais (COE) apreendeu ontem de manhã, na casa de Irismar de Menezes Oliveira, 29, no bairro Defesa Civil, 250 gramas de pasta-base de cocaína e uma espingarda suspeita de ter sido usada por um irmão dela para matar um homem.
A droga estava embalada em dois sacos plásticos escondidos em um dos cômodos da residência, onde a polícia encontrou, também, material para o preparo do produto, embalagens para a comercialização e a espingarda calibre 16, com a qual o irmão de Irismar, Idelmar de Meneses Oliveira, preso no final de semana, teria matado um homem há cerca de três meses.
A mulher foi levada para a Delegacia de Repreensão a Entorpecentes (DRE) e autuada em flagrante por tráfico de drogas. “Eu nunca vendi droga, sou uma pessoa honesta que para sustenta os quatro filhos (entre eles um bebê de seis meses) trabalho como zeladora em um motel”, diz a acusada.
Irismar alega que a droga pertencia ao irmão Idelmar, que teria escondido em sua residência antes de ser preso, mesmo assim ela foi indiciada criminalmente e enviada para o complexo penitenciário estadual Francisco D’Oliveira Conde.
A apreensão do produto só aconteceu graças a um mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz Pedro Ranzi, determinando que o COE entrasse na casa da acusada para checar algumas informações, pois o serviço reservado da Polícia Militar tinha feito um levantamento de que no endereço funcionava um ponto de venda de drogas comandado por Idelmar Menezes de Oliveira.
Idelmar foi preso, sexta-feira à noite, pelo mesmo grupamento, acusado de matar com uma facada o jogador do Rio Branco Futebol Clube, Rainey Rodrigues de Almeida na saída do bar 14, em dezembro do ano passado.
Ele também é suspeito de assassinar Gessélio da Silva, e o mecânico Roberto Boaventura, cujos corpos teriam sido esquartejados e jogados no rio Acre para os crimes não serem descobertos.
Foragido de Rondônia é preso no Acre
Depois de 13 anos vivendo tranqüilamente em Rio Branco, o foragido da justiça de Rondônia João da Cruz Claro da Silva, 36, foi preso segunda-feira à noite pelo Comando Antifurto (CAF) da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp).
Ele foi acusado de comprar produtos roubados. Ao identificá-lo no CAF, a polícia ficou sabendo de que se tratava de um homem que estava a mais de uma década foragido do complexo penitenciário Urso Branco (RO).
Condenado por tráfico de drogas, João não chegou a cumprir um terço de sua pena de quatro anos e seis meses. Ele aproveitou o regime de prisão semi-aberto para desaparecer de Porto Velho.
Desde então passou a morar no bairro da Base, em Rio Branco (AC), onde tinha uma casa anexa a uma pequena mercearia e levava uma vida normal. Todos os dias ele caminhava pelo centro da cidade sem levantar a suspeita de que era foragido.
A polícia acreana já comunicou a prisão dele à justiça de Rondônia e está aguardando apenas a vinda de uma guarnição do presídio de onde ele fugiu para entregá-lo às autoridade rondonienses. Enquanto isso, João permanecerá preso na 8a Unidade de Segurança Pública, no bairro Adalberto Sena.
Assalto leva mais de R$ 30 mil
Dois homens armados de revólveres invadiram na noite de segunda-feira a casa da advogada Idelzuite Luana Barreto, 55, na rua Laranja, bairro Morada do Sol, e roubaram mais de R$ 30 mil em jóias e cheques.
Um dos assaltantes obrigou a vítima a deitar no chão com as mãos na cabeça, e com a arma encostada em seu ouvido a obrigou a ficar quieta, enquanto o outro pegava as jóias e os cheques que estavam em um cofre no quarto.
Segundo a vítima, a ação dos bandidos não durou mais do que 10 minutos e depois de pegarem o que queriam eles pularam o muro e foram embora. Um dos bandidos ainda chegou a conferir o valor do roubo na saída da casa da vítima.
O caso foi registrado na 1a Unidade de Segurança Pública, no bairro Cadeia Velha, e depois a queixa foi enviada para ser apurada pelo Grupo Antiassalto da Polícia Civil (GAPC), mas até as 18 horas de ontem a polícia ainda não tinha informações a respeito dos assaltantes.
Adolescentes roubam ônibus
O ônibus que faz a linha dos bairros Adalberto Sena e Montanhês foi assaltado segunda-feira à noite por dois menores amados de revólveres, que renderam o motorista e o cobrador para roubar 147 reais em dinheiro e vales-transporte.
Os suspeitos, aparentando ter 13 e 15 anos, entraram no coletivo na parada final do bairro Montanhês, dirigiram-se ao cobrador Luciano Marinho de Freitas e ao motorista Antônio Raimundo Gomes Felisberto e anunciaram o assalto.
Segundo as vítimas, elas foram obrigadas a ficar de costas para os assaltantes enquanto eles pegavam o dinheiro na gaveta do cobrador. Em seguida fugiram a pé.
Esse foi o terceiro assalto a ônibus que ocorre no bairro Montanhês depois das 21 horas somente esse mês. Na empresa de transporte Aquiri, já se cogita transferir a parada final para um local mais seguro.
Acusado de assalto se entrega
Compareceu à delegacia do Grupo Antiassalto da Polícia Civil, ontem à tarde, para se apresentar ao delegado Silvano Rabelo, o braçal Laelson da Silva Lima, 24, residente em Vila Campinas. Ele é acusado de assaltar uma senhora em dezembro do ano passado, na BR-364.
Consta na subdelegacia de Vila Campinas que Laelson em companhia de um comparsa identificado apenas por “Brega” armados de faca e embriagados, atacaram uma senhora para tomar 250 reais. Depois foram gastar o dinheiro em um bar próximo ao local onde cometeram o assalto.
Quando o braçal tomou conhecimento de que o GAPC estava à sua procura decidiu se apresentar para negar as acusações. “Quem assaltou essa senhora foi o Brega. Eu estava com ele, mas não participei de nada”, tenta se defender.
A vítima esteve na delegacia e reconheceu Laelson como o homem que encostou a faca em seu pescoço enquanto que o outro pegava o dinheiro de sua bolsa.
Ele foi indiciado por assalto e será liberado para aguardar a decretação sua prisão preventiva.