

Wesley Snipes é o herói meio homem, meio vampiro
Blade II - O Caçador de Vampiros
Dirigido por Guillermo del Toro,
filme custou US$ 55
milhões, e já é um sucesso maior do que o original
Falando em adaptação para o cinema de personagens da Marvel, agora todo mundo só pensa em Homem Aranha. Mas eis que chega por no Brasil Blade II - O Caçador de Vampiros, e subitamente o filme do aracnídeo fica parecendo brincadeira de criança. O primeiro Blade, de 1998, foi um sucesso até certo ponto inesperado: custou US$ 45 milhões e faturou US$ 112 milhões em todo o mundo, graças à atuação perfeita de Wesley Snipes como o herói meio homem, meio vampiro, e à inovação de se fazer um filme sobre vampiros com ênfase na ação.
No mundo de Blade, os sugadores de sangue vivem ocultos em sociedades secretas, e tem como seus piores inimigos o caçador e seu mentor, Whistler (Kris Kristofferson). Se, na aventura de 1998, Blade e Whistler tinham de enfrentar um vampiro rebelde que pretendia conquistar a humanidade, nesta continuação dirigida pelo especialista Guillermo del Toro (MUTAÇÃO, A Espinha do Diabo) a ameaça é mais sinistra: eles precisam se unir a um comando de vampiros para caçar os mutantes hematófagos conhecidos como Reapers. Liderados pelo feroz Nomak (Luke Goss), os mutantes se alimentam não apenas de humanos, mas principalmente de vampiros! Durante a luta contra os Reapers, Blade fica atraído pela bela vampira Nyssa (a chilena Leonor Varela), filha de um líder dos vampiros que sabe toda a verdade sobre a origem dos mutantes.
BLADE
II custou US$ 55 milhões, e já é um sucesso maior do
que o filme original. Certamente não chegará nem perto das bilheterias
de HOMEM-ARANHA, afinal não é um filme para todos os gostos
e idades. Por basear-se em uma HQ dirigida a um público mais adulto,
em BLADE II a carnificina corre solta, em detalhes extremamente gráficos.
É raro ver em uma produção do cinema norte-americano,
com esse nível de orçamento, tantas cenas sangrentas e de mutilação,
típicas de filmes "trash". Mas aqui, a equipe é de
primeira linha, o que resulta em cenas tecnicamente perfeitas que, além
do humor involuntário, realmente impressionam. Adicionalmente, o filme
reserva algumas das mais espetaculares lutas pós-MATRIX - aliás,
parece que todos os vampiros são mestres em artes marciais... No entanto,
ao invés de privilegiar o "wire-fu" e o efeito "bullet
time", os técnicos em efeitos optaram por substituir os lutadores,
em alguns momentos, por animações feitas em computador. Na maior
parte a substituição é imperceptível; noutras
é flagrante, já que as façanhas são simplesmente
impossíveis de serem realizadas por pessoas reais. O que, dentro do
universo de Blade, até é justificável - todos eles são
sobre-humanos.
Tecnicamente perfeito e com uma trilha sonora adequada de Marco Beltrami, colaborador habitual do diretor, BLADE II possui uma história linear que privilegia a ação, sem se preocupar muito com explicações (a volta de Whistler, que havia morrido no filme anterior, é um tanto forçada) ou em transmitir virtuosas lições de moral aos mais jovens. Sempre haverá quem veja alegorias à AIDS e à globalização predatória nos confrontos entre humanos, vampiros e Reapers: mas não se iluda, BLADE II é essencialmente adrenalina pura em suas quase duas horas de projeção.(Fonte: scoretrack.net)
Gênero: Aventura
Duração: 116 min.
Estúdio: New Line
Elenco: Wesley Snipes, Kris Kristofferson, Ron Perlman, Luke
Goss, Leonor Varela, Matt Schulze, Pete Lee-Wilson, Norman Reedus
Compositor: Marco Beltrami
Roteirista: Marv Wolfman, Gene Colan
Diretor: Guillermo del Toro