
A Expedição à Foz do Breu encerrou sua programação segunda-feira, 24, com uma entrevista coletiva à imprensa de Cruzeiro do Sul. O encontro com os jornalistas do Juruá aconteceu no Centro Cultural recentemente inaugurado pelo desembargador Arquilau de Castro Melo no antigo Fórum da Justiça. Durante cerca de uma hora os oito membros da Expedição falaram da experiência que viveram durante 10 dias no rio Juruá e seus afluentes atingindo a foz do Breu na fronteira com o Peru, respondendo também a muitas perguntas da imprensa.
Como coordenador da expedição, o desembargador Arquilau de Melo fez questão de esclarecer que a iniciativa teve caráter independente, sendo financiada pelos integrantes com alguns pequenos apoios. Entres estes o da Global Star do Brasil, que forneceu dois aparelhos para conexão pela Internet via satélite, além de placa solar e outros apetrechos que permitiram montar uma redação a bordo do barco Lua Cheia; o Posto Amazônia, de Cruzeiro do Sul, que cedeu uma voadeira e boa parte do combustível; a empresa de Informática Contil que disponibilizou uma página na Internet; e o Governo do Estado.
Arquilau de Melo esclareceu que as informações colhidas na viagem podem servir de subsídios para o Governo da Floresta, que já promoveu mudanças positivas no Acre e agora está se empenhando em planejar e executar políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável.
As observações, as reflexões, os relatos feitos por ribeirinhos, seringueiros e índios da região, tudo registrado em fotografias e vídeos vão gerar uma exposição e uma revista previstas para o final de março. Este trabalho será feito com a supervisão dos jornalistas Elson Martins e Maria Maia (também esctitora, socióloga e antropóloga com atuação em Brasília) e participação dos demais integrantes em áreas espefíficas: Alceu Ranzi (Paleontologia), Guilherme Andrade (engenharia florestal), Marqueson (especialista em marcheteria, filho da região com profundo conhecimento da vida na floresta), o médico Julhinho (questões de saúde), Arquilau Melo (direitos da florestania) e Edison Caetano (fotografia).
O grupo anunciou que pretende organizar uma nova expedição ao rio Chandless, afluente do Purus, em data ainda não definida. O desembargador Arquilau Melo disse que a iniciativa poderia ser seguida por outros grupos de pessoas, que desta formam ajudariam a sociedade acreana a mergulhar em sua identidade cultural e histórica entendendo melhor os conceitos de florestania e Governo da Floresta, fundamentais para o desenvolvimento sustentável do Acre.