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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 27 de fevereiro de 2003

Vestibular: suspeita de fraude
não passou de alarme falso

Equívoco de candidato causou rumores de cancelamento do concurso

Josafá Batista

Luciano Quaresma da Rocha, um vestibulando cujo nome não saiu na lista de aprovados no vestibular 2003 enviada pela Universidade Federal do Acre (Ufac) aos jornais da capital, entrou com um recurso e conseguiu uma vaga. Será o 35º aprovado no curso de Economia. A polêmica do aluno que conseguiu ser aceito no Campus após a publicação da lista causou um festival de espalhafatos durante todo o dia de ontem. Chegou-se a cogitar da suspeita de fraude à anulação do exame. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: o vestibular continua.

A polêmica começou porque Luciano, que fez as duas fases do vestibular com sucesso, tinha preenchido a sua ficha de inscrição com a opção “treineiro”, que é destinada apenas para candidatos que ainda não concluíram o Ensino Médio, e que, por isso mesmo, não podem obter uma vaga caso sejam aprovados no exame. Consciente do próprio erro, Luciano entrou com uma declaração, assinada pela diretoria da escola em que cursou o Ensino Médio, onde dizia já ter concluído esta fase – o que, automaticamente, lhe devolveu o direito de disputar uma das vagas do curso de Economia, em que se matriculara.

“Explicando assim é meio complicado de se entender, mas é isso. O aluno colocou na sua ficha que era treineiro, depois anexou um documento dizendo que não era, mas quando os resultados das provas saíram valeu o que estava escrito na ficha. Isso aconteceu porque o nosso sistema operacional é computadorizado, exatamente para evitar enganos desse tipo. Depois, quando ele nos procurou, fomos observar melhor e encontramos a declaração anexada ao processo. Por isso, resolvemos classificá-lo”, disse o coordenador da Copeve, João Batista.

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