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Rio Branco - Acre, quinta-feira, 27 de fevereiro de 2003

Preso mais um da quadrilha
que baleou casal em assalto

“Zé Doido”, o último integrante do bando, está foragido

J. Guimarães

O segundo homem da quadrilha que baleou Antônio Mendes de Oliveira e sua irmã, Ilma Mendes de Oliveira, durante um assalto no bairro Boa União, no início deste mês, foi preso ontem à noite.

Mário Jorge Teles do Nascimento, 21, o “Charles”, é acusado de invadir a casa de Antônio Mendes para roubar R$ 3 mil da venda de um terreno, mas a vítima teria reagido e levou um tiro de escopeta no tórax. O disparo também feriu Ilma na coxa esquerda.

Mário Jorge teria agido em companhia de mais dois comparsas, entre eles Rivelino Santana Cavalcante, 28, preso na última quinta-feira pelo GAPC, que já está na penitenciária estadual aguardando julgamento.

A polícia tenta prender, agora, o terceiro integrante da quadrilha, um elemento identificado apenas por “Zé Doido”, que ainda está foragido.

Pecuarista é assaltado na BR-364

Dois homens numa moto Titan, de cor verde, perseguiram ao pecuarista Adriano Rocha Brito, 36, pela BR-364, trecho Rio Branco Sena Madureira, ontem à tarde, e o assaltaram.

Os acusados interceptaram o pecuarista na altura do quilômetro 47 e passaram a persegui-lo até derrubá-lo da motocicleta para roubarem R$ 8.570 que ele levava numa bolsa.

Um dos assaltantes encostou o revólver na cabeça da vítima e a ameaçou de morte caso ele tentasse reagir. Em seguida pegaram a bolsa com o dinheiro e fugiram com as duas motos, deixando o pecuarista na lateral da estrada.

Ele conseguiu pegar uma carona até a delegacia do Grupo Antiassalto da Polícia Civil (GAPC) no conjunto Universitário, onde comunicou o que tinha acontecido à guarnição de plantão.

Na mesma hora os agentes se deslocaram para a estrada, mas não localizaram os assaltantes. Só conseguiram recuperar a moto da vítima, abandonada a cerca de quatro quilômetros do local onde ocorreu o assalto.

Doméstica é refém em assalto

Um homem aparentando 20 anos, armado de revólver, invadiu a casa do funcionário público Gilberto Gonçalves Lopes, ontem, ao meio-dia, no bairro Aviário. Ele fez de refém a doméstica Francisca de Souza Machado e roubou 70 reais.

O bandido trancou a empregada num quarto nos fundos enquanto entrava no cômodo dos patrões à procura de mais dinheiro e jóias. Mas não encontrou nada, além dos 70 reais.

A vítima foi libertada pela patroa, Néri Bessa, que ao chegar em casa para almoçar a encontrou trancada no quarto. A polícia foi avisada do assalto, mas já era tarde para tentar perseguir algum suspeito.

Mãe desmaia após ser espancada pela filha

A dona de casa Altamira Sampaio de Araújo, 42, residente no bairro Triângulo Novo, foi espancada até desmaiar, na noite de terça-feira, pela própria filha, Vanusa Sampaio de Araújo, 18, que foi presa acusada de agressão física.

Segundo os vizinhos, a moça agrediu a mãe a socos e pontapés e chegou ameaçá-la de morte com um pedaço de pau, não consumando o fato graças à interferência dos agentes da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, que chegaram no local a tempo de evitar o crime.

“Nós fomos acionados por duas crianças alegando que sua irmã estaria matando a mãe. Imediatamente nos deslocamos para o endereço citado e ao chegarmos ao local encontramos a vítima caída na sala e a filha ainda a agredindo”, relatou a policial Eliana.

Altamira foi levada ao pronto-socorro e até as 15 horas de ontem permanecia em observação. A filha foi recolhida ao xadrez e indiciada por agressão física com agravante de lesões corporais.

Depoimento inocenta irmã de traficante e homicida

Os 250 gramas de pasta-base de cocaína encontrados pelo Comando de Operações Especiais (COE) na casa de Irismar Menezes de Oliveira, 29, mãe de quatro filhos, presa sob suspeita de tráfico de droga, terça-feira no bairro Defesa Civil, pertenciam ao irmão dela, Idelmar Menezes de Oliveira, preso sábado passado acusado de homicídio.

Idelmar disse em depoimento que antes de ser preso esteve na casa da irmã e sem que ela soubesse escondeu a droga em seu quarto. Ele também admitiu ser o dono do material para preparo de pasta a base de cocaína encontrado pelo COE na casa de Irismar, e, por fim, alegou que a irmã era inocente da acusação de tráfico de drogas.

Mas só as declarações de Idelmar não foram o suficiente para garantir a liberdade de Irismar. Os agentes da Delegacia de Repreensão a Entorpecente consultaram os vizinhos dela, na Rua da Igreja, bairro Defesa Civil, e tiveram a garantia de que ela seria de fato inocente.

Ontem pela manhã, Irismar foi liberada e um dos tenentes responsáveis por sua detenção fez questão de acompanhá-la ao local de trabalho para pedir ao chefe que não a demita, uma vez que não ficou nada comprovado contra sua pessoa.

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