
Durante 10 dias, oito profissionais de diferentes categorias funcionais subiram o rio Juruá com o objetivo de conhecer aspectos ambientais, econômicos e sociais da região. A expedição embarcada numa baleeira com mais sete tripulantes partiu de Cruzeiro do Sul chegando à foz do rio Breu. Já de volta, na terça-feira passada, os integrantes deram uma coletiva à imprensa de Cruzeiro revelando-se entusiasmados e esperançosos com o que viram e ouviram
A reflexão que fizeram faz sentido. As florestas acreanas estão ocupadas, hoje, por seringueiros, índios e ribeirinhos que conquistaram o direito a terra e que se organizam para resolver problemas crônicos de quem nunca experimentou os benefícios da cidadania. Os benefícios chegam agora, devagar mas chegam, com o conceito novo de florestania criado por um governo que é fruto da resistência histórica desse povo.
O problema crucial é o da saúde, porque quando esta lhes falta, diminui também a fé, a esperança e a capacidade de continuar mudando e enxergando os efeitos da mudança. Por exemplo, o de que a maior parte do território onde vivem os povos da floresta está protegida por leis ambientais e programas que pressupõem um Acre liberto caminhando para o desenvolvimento sustentável. Os integrantes da expedição perceberam esse resultado no semblante das famílias que encontraram no alto Juruá.
Os rios que navegaram são caminhos que correm sob o signo da liberdade. E nas matas e varadouros não há mais espaço para quem defende um desenvolvimento baseado na destruição, da floresta e dos homens e mulheres que a habitam. A nova ordem é o da sustentabilidade: social, cultural, ambiental, econômica e política.
Na política sustentável, portanto, do Governo da Floresta, estão sendo desenhadas com compromisso, criatividade, inteligência e sentimento humano as outras sustentabilidades: de um Estado moderno e fraterno em que as conquistas se transformem num bem comum e no direito de todos. O futuro desejável pode estar mais próximo do que imaginam os que vão usufrui-lo.