COTIDIANO

Frutal Amazônia dá bons frutos

Juracy Xangai
Fernando Martins é
especialista em comércio exterior


Juracy Xangai

Acontece às 9 de hoje no auditório do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Ac) o lançamento da Frutal Amazônia 2007, que acontecerá 20 a 23 de junho no Hangar, o mais novo centro de convenções da Amazônia, em Belém no Pará.

Neste ano o evento estará focado na apresentação e divulgação da maior variedade possível de frutas existentes na região. “Em 2006 as estrelas da festa foram o açaí, o bacuri, o murici e o guaraná, como sabe-se que já estão catalogadas 101 variedades de frutos cultivados na Amazônia, 56 deles com potencial econômico e comercial, a idéia é abrir as portas para que neste ano muitas novas variedades sejam apresentadas”, explicou Fernando Martins que é especialista em comércio exterior e diretor geral do Instituto Frutal .

Além do Frutal Amazônia é este instituto que realiza, há 14 anos, o Frutal 2007que acontecerá de 10 a 13 de setembro no Centro de Convenções de Fortaleza no Ceará tendo as maçãs de Maranguape e as uvas do Baixo Acaraú dividindo o domínio da festa com as flores que já fazem do Estado o maior exportador nacional de rosas.

“Estamos no Acre com a missão de divulgar a Frutal e atrair expositores acreanos para o evento. No ano passado tivemos três representantes do Estado e agora esperamos poder ver ampliado esse número de expositores e produtos porque reconhecemos no Acre um grande potencial produtivo”, explicou Fernando.A potencialidade do mercado produtor de frutas pode ser avaliado pelo crescimento quase geométrico das exportações paraenses que em 2004 foram da ordem de 6,5 milhões de dólares, em 2005 atingiram 7,4 milhões e em 2006 ultrapassaram 12,3 milhões de dólares. “Uma coisa curiosa é que as vendas estavam se mantendo no mesmo nível do ano anterior até que deram um salto e praticamente dobraram a partir d o mês de setembro, loco após a realização da Frutal, o que demonstra a importância de um evento como esse para o bom desempenho econômico desta atividade”.

Os resultados surpreenderam os próprios organizadores da Fruta que teve 213 estandes recebendo mais de 30 mil visitantes com as rodadas de negócio fechando acertos futuros na ordem de R$ 9 milhões e mais R$ 11,8 milhões em negócios fechados diretamente pelos expositores.

A importância econômica e social desse setor pode ser avaliada quando se sabe que cada hectare de frutas gera um emprego permanente, um hectares de flores em capo aberto, dez empregos, se as flores forem cultivadas em estuda, essa mesma área gera 15 empregos.

Por conta disso ,o Instituto Frutal trabalha intermediando a relação de produtores e mercado nessa importante cadeia produtiva e nisso tem como parceiros principais o Sebrae, Banco da Amazônia, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Embrapa.

 

 
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