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Laudo da Cipa diz que engenheiros sabiam do risco do metrô Desabamento da obra poderia ter sido evitado, conclui comissão |
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São Paulo - Os engenheiros responsáveis pelas obras da Linha 4 - Amarela do Metrô já sabiam da possibilidade de desmoronamento do túnel da estação Pinheiros sentido Faria Lima, que ocorreu na tarde do dia 12 de janeiro, provocando a morte de sete vítimas. É o que afirma laudo da Comissão Interna e Prevenção de Acidentes (Cipa) do Metrô de São Paulo, divulgado segunda-feira. Segundo o laudo da Cipa, no dia anterior (11), um engenheiro do consórcio Via Amarela havia alertado os engenheiros do Metrô para o risco de desmoronamento. O laudo informa que a equipe de fiscalização desse trecho não emitiu relatório de não conformidade após verificação semanal, por não ter detectado nenhuma anomalia que justificasse a emissão do documento. De acordo com o documento, no dia 11, quando faltavam cerca de três metros para concluir a escavação do túnel, os funcionários foram informados verbalmente pelo engenheiro de que, devido a uma movimentação do solo, seriam colocados tirantes [linhas de aço de três metros de comprimento para reforçar a estrutura] em três linhas na parede do rebaixo [teto inclinado]. “Este serviço teve início pela parede lateral esquerda, sentido Faria Lima, no próprio dia 11 de janeiro, sendo acompanhado o início dos serviços pelo engenheiro supervisor da fiscalização”, diz o laudo. Ainda segundo o documento, em uma vistoria realizada na manhã do dia 12, foi constatado por um engenheiro e um técnico de obras da fiscalização que a perfuração da parede lateral esquerda estava quase concluída e que a perfuração da parede lateral direita já havia sido iniciada, mas que a colocação das hastes que reforçariam a estrutura ainda não havia começado. “Nesta visita não foi detectada nenhuma anomalia que chamasse a atenção da fiscalização, nem foi constatada qualquer fissura nas paredes, não sendo perceptível qualquer risco iminente”. O laudo da Cipa afirma também que, no início da tarde do dia 12, as medições de convergência, a instalação dos tirantes e a aplicação de concreto projetado estavam sendo executadas quando pequenos fragmentos desse concreto começaram a se desprender da abóbada [cobertura encurvada] do túnel. “Alertados, os funcionários correram no sentido da Faria Lima e do Butantã. Alguns ainda conseguiram subir pela escada e pela única viagem de elevador que foi possível fazer, antes que estes fossem derrubados. Os demais saíram pelo túnel da via. A ruptura propagou-se então até o poço”, conclui o laudo. Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, o Metrô diz que o Sindicato dos Metroviários e a Cipa não são órgãos competentes para emitir opiniões técnicas sobre os métodos de construção empregados na obra. “Essas afirmações são subjetivas e de suas exclusivas responsabilidades”, afirma a nota do Metrô. O Metrô reforça ainda que contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para apurar as causas do acidente que serão descritas em um laudo completo. O Sindicato dos Metroviários de São Paulo protocolou segunda-feira representações nos Ministérios Públicos Estadual e do Trabalho solicitando a interrupção imediata das obras da Linha 4 – Amarela para que seja realizada uma auditoria técnica em toda a sua extensão. Os metroviários pedem segurança aos trabalhadores e à população e a revisão do modelo de contratação Turn key, adotado pelo governo do estado para a construção da Linha 4 - Amarela. (Agência Brasil) |
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