
Transparência com os fatos,
abordagens profundas
e design arrojado marcam as edições
Josafá Batista
Há oito anos surgia na imprensa acreana um veículo novo de comunicação. Surgia uma forma diferente de fazer notícia. Os detalhes, os bastidores, a análise das condições que geraram determinado fato viraram marcas registradas de um jornal “para quem sabe e gosta de ler”, como foi titulado durante alguns meses. Ontem, dia de preparação desta edição, o Página 20 completou oito anos. Não é mais o caçula da imprensa, nem nunca almejou esse título. O “tablóide” cresceu: são 28 páginas, repletas de um jornalismo idôneo, imparcial e absolutamente analítico.
Esse poder de análise, essa capacidade de sintetizar acontecimentos do cotidiano, situando-os, ao mesmo tempo, dentro da dinâmica natural de transformação social, é melhor explicada pelo seu atual diretor-geral, Élson Dias Dantas. “A proposta do Página 20 é fazer um jornalismo portador de boas notícias, arauto de uma nova era que todos vemos amanhecer no nosso Estado. É uma fórmula nova para um fenômeno novo. O Acre tem uma proposta nova de desenvolvimento humano e social? Ótimo, pois tem também um jornal que acredita e participa dela”, explica.
A audácia desse novo jornalismo, sintonizado com a história e o futuro acreanos, ganha maior significância quando revelada em termos práticos. O jornal foi o primeiro do Estado com conteúdo integral na Internet. E também o primeiro a usar máquinas de fotografia digitais. E até hoje ostenta a maior quantidade de títulos oriundos do prêmio José Chalub Leite, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado do Acre (Sinjac).
Jornalismo democrático e que faz escola
A qualidade da notícia - que ultrapassa, sem prescindir, a sua necessária factualidade - caminha lado a lado com outros atributos necessários a um jornalismo ousado e dinâmico. Atento às transformações sociais, as edições são cada vez mais elaboradas seguindo critérios rígidos de qualidade. Rigidez que não abre mão, ao mesmo tempo, da dinâmica da participação em grupo.
“No Página 20, repórteres palpitam sobre a melhor capa, diagramadores dão pautas, repórteres ajudam a escolher as melhores fotografias e o pessoal do cafezinho ajuda a fazer a ponte com alguns setores da população, como associações de moradores, por exemplo”, explica o novo editor-chefe, Jorge Gallina.
Essa interatividade é possível porque a organização interna da redação não acontece de forma superposta, seguindo o velho molde da pirâmide hierárquica. Ou seja, todos participam de tudo - sem impor. O editor da área específica, no final das contas, acaba reunindo todas as idéias, faz uma triagem e aplica as melhores.
Esse modelo de organização interna e a forma analítica de trabalhar a notícia foram escola para vários bons profissionais que hoje trabalham em outros veículos.
Só para citar alguns: Neide Santos (assessoria de comunicação da UNI), Soraya Pereira (assessoria de comunicação da Embrapa), Concita Cardoso (sub-editoria de A Gazeta), Tião Vítor (assessoria de comunicação do MPE), Maxtane (assessoria de comunicação do governo do Estado), Lamlid Nobre (assessoria de comunicação do gabinete do senador Sibá Machado), Rachel Moreira (TV 5), Senildo Melo (TV Gazeta), Yana Lima (assessoria da Seja) e Mariama Morena (assessoria de comunicação da Seprof).